
Brilha Incondicionalmente
Nesta partilha do Simplesmente Respire em Direto em torno do tema de manteres e permitires o teu brilho incondicionalmente, o convite é seres tudo aquilo que és, independentemente do que se passa à tua volta para que a dádiva do teu Ser único possa estar ao serviço de ti e de todos. Inclui duas práticas de Respiração Compassiva.
Transcript
Então,
Bem-vindo,
Bem-vinda a este simplesmente Respire,
Em direto,
Em que todos os meses,
Uma vez por mês,
Venho partilhar algo que surge no momento sobre viver em sintonia com a nossa inteireza,
Com aquilo que nos inspira,
Através do coração,
Da nossa intuição,
Ou seja,
Do nosso saber interno e intrínseco,
Que está sempre disponível e,
Nomeadamente,
E por isso se chama simplesmente Respira,
Através da respiração,
O conseguir estar sempre nesse espaço de consciência,
De presença,
De autenticidade.
Eu inicio sempre com uma breve prática de presença,
De respiração,
Para podermos simplesmente estar 100% aqui e então é isso que eu vou começar por partilhar neste momento.
Vou convidar-vos a encontrar um espaço confortável,
Onde se possam estar deitados ou sentados,
Mas recortados para trás,
Ou seja,
Com a cabeça apoiada,
E onde não haja tensões no corpo,
Para que possa haver uma entrega total,
Maior,
Só ao fluxo da respiração.
E também aconselho sempre,
Vivamente,
A utilização de fones,
Porque torna a experiência muito mais envolvente e também facilita a presença.
Então vou convidar-te a fechar os olhos e a inspirar profundamente pelo nariz,
Também a inspirar sempre pelo nariz,
Permitindo-te sentir a tranquilidade de cada respiração,
Conforme ela amplia e recede.
Então neste teu inspirar e expirar,
Cada vez mais amplo,
Cada vez mais tranquilo,
Vai-te acomodando,
Aconchegando,
Sentindo esse aconchego no corpo todo e largando os pensamentos para que eles fluam por si mesmos,
Sem nenhuma interação contigo,
Enquanto tu vais ficando cada vez mais confortável dentro da tua própria respiração.
É uma respiração natural,
Simples,
Inspirando e expirando naturalmente pelo nariz,
Dando ao corpo calma,
Que é tudo.
E agora,
Muito gentilmente,
Muito gradualmente,
Vai despertando até abrir os teus olhos,
Despertando,
Sentindo a tua presença num estado de tranquilidade,
Disponível,
Em clareza,
Para ouvires a tua própria sabedoria,
Para aquietares quaisquer preocupações ou medos.
E então vou começar com a minha partilha de hoje,
Que se prende com um tema que me parece extremamente relevante e atual.
Dadas as circunstâncias que vivemos e vemos no mundo à nossa volta,
Existe cada vez mais uma clara distinção entre aquilo que nós vemos que nos serve e aquilo que vemos que realmente já não serve mais,
E essa distinção torna-se tão mais clara quanto mais as evidências o mostram nos acontecimentos,
A nível político,
Social,
Económico,
Etc,
Que nos dão a oportunidade de ganharmos ainda mais firmeza naquilo que nos define,
E nisto torna-se essencial cada vez mais sabermos que não podemos mais deixar de brilhar em prole de uma situação,
De uma situação,
De um acontecimento,
Seja ele mundial,
Seja ele mais pessoal,
Não podemos prescindir do nosso brilho,
E o que é que eu quero dizer com isto?
O que eu quero dizer é que muitas vezes tendemos a permitir-nos ser um bocadinho menos do que aquilo que realmente sentimos que podemos ser,
Seja para não transtornar os outros com esse algo mais,
Para não criar atritos ou para não gerar ainda mais inseguranças à nossa volta,
Ou também para não sermos tão únicos que mereçamos algum destaque.
Muitas vezes queremos nos adaptar,
Então acabamos por adaptar-nos a um formato que nós consideramos fruto do nosso desenvolvimento em termos da nossa cultura,
Da forma como crescemos,
Da forma como fomos educados,
Então criamos um certo conceito do qual é que pode ser o formato e então vamos nos ajustando mais ou menos àquele formato e brilhando muito menos,
Pode parecer que é só um pouco menos,
Mas não,
De facto é muito menos do que aquilo que realmente é quem nós somos.
E quem nós somos,
Por outro lado,
Também não é algo que careça de definição,
E parece-me que uma das questões fundamentais reside precisamente aí,
Que a nossa demanda,
A nossa busca interior começa precisamente pela questão quem sou eu.
No entanto,
Ao longo das nossas descobertas,
Vamos nos dando conta que vamos tendo que largar identidades,
Então muitos quem nós achávamos que éramos,
Muitas partes de nós que achávamos que éramos,
E à medida que vamos largando essas identidades com gratidão,
Com bom apreço,
Então o que é que vai acontecendo?
Vamos largando as identidades,
Vamos largando as identidades,
Sentindo-nos cada vez mais indefinidos no sentido de,
Ok,
Continua não saber exatamente quem sou,
Mas,
No entanto,
Sinto-me muito mais inteiro com cada identidade que integro.
Então essa pergunta do quem sou eu,
Que foi a que iniciou a demanda,
Torna-se cada vez mais impossível de responder,
Porque,
No fundo,
A questão toda não é responder à pergunta quem sou eu,
É permitir que o brilho possa emergir em toda a sua profusão,
Sem os impedimentos limitantes que vamos criando para experienciá-los,
Obviamente,
Mas que vamos,
Depois,
Largando,
Porque já não necessitamos deles,
E esse brilho não tem uma identidade,
No entanto,
Tem uma qualidade única,
Que é a tua,
E essa qualidade única é fruto de todas as tuas experiências e vivências enquanto humano,
Seja nesta e noutras vidas,
E não só,
Portanto,
Independentemente de onde tenhas tido vivências,
Aqui ou noutro planeta qualquer,
Seja onde for,
E,
Claro,
Da tua essência,
Que está para além do espaço e do tempo,
Para além de todas as relações,
Então,
Essa fusão de tudo isso,
Torna-te completamente único,
Não há dois seres com o mesmo trajeto,
E nisto,
Aquilo que há de único em ti,
Que decorre de todo o vivenciar,
O experienciar da tua existência,
Que é única,
Mas que depois também há um encontro mútuo e comum com tudo o que é,
Que infunde aquilo que é único em ti,
Isso é uma assinatura,
Entre aspas,
Mas não uma identidade.
Então,
Começas a descobrir os teus so-chamados superpoderes,
Eu chamo-lhes assim,
Porque parecem,
De facto,
Sobre-humanos,
No entanto,
Para ti são.
.
.
É isto?
Sim,
Isto para mim é super simples,
São coisas que sabes criar,
Que sabes,
Que entendes,
Que para ti,
Não tem o que,
É isto?
Essa é a resposta à pergunta,
Quem sou eu?
No entanto,
Não é uma resposta que tu possas definir,
Que tu possas dizer,
Ah,
Eu sou x ou y,
E por isso é que existe a belíssima declaração,
Eu sou o que eu sou,
E vais sempre,
Em cada novo agora,
Descobrindo mais facetas desse,
Eu sou esse brilho que infunde a matéria.
Então,
Enquanto andamos a tentar brilhar um pouco menos,
Não estamos,
De facto,
A prestar um serviço útil a nós mesmos,
Obviamente,
Mas a tudo e a todos,
Não estamos,
Porque a única forma de,
Eventualmente,
Ser um exemplo e poder recordar qualquer memória,
Qualquer centelha,
Em alguém à nossa volta,
Do seu próprio brilho,
É nós sermos inteiramente isso,
E o que é que é isso?
Isso é o que nós descobrimos momento a momento,
E vamos sempre descobrindo mais,
Mais superpoderes,
Mais capacidades,
À medida que nos vamos permitindo libertar essa restrição de sermos sempre menos,
Para não agitar o que vive a ilusão da pequenez.
É que,
Se a escolha é ser autêntico e inteiro,
Estarmos a continuamente tentar ser menos do que isso tudo que somos,
É antítese,
É uma mentira,
E nisto também não damos a outra oportunidade de saber como lidar connosco,
Porque não estamos a ser totalmente transparentes com nós próprios,
Obviamente,
E com o outro,
Não estamos a mostrar-lhe totalmente quem nós somos.
Outra coisa importante é que este brilho torna-se cada vez mais brilhante quanto mais integramos a nossa sombra,
E porquê?
Não porque a sombra faça sombra ao brilho,
Mas simplesmente porque nela reside muito do nosso potencial não reconhecido,
Por isso é que se chama sombra,
E por não ser reconhecido,
E por ser rejeitado continuamente,
É que se tornou antítese do que é.
Mas,
Quando olhamos para o que está na sombra,
Em compaixão e aceitação plena de que isto também eu sou,
Deixa de haver rejeição,
Deixa de haver uma barreira,
E então isso pode vir juntar-se agora na sua face brilhante,
Ao resto do nosso brilho.
Por isso,
Enquanto houver em nós rejeição de qualquer parte de nós,
Não pode haver brilho pleno.
Passamos a ver a sombra do outro com a mesma compaixão com que somos capazes de olhar para a nossa.
E passamos a ver que o outro,
Na sua sombra,
Vivendo-a da maneira que quiser e durante o tempo que quiser,
Há de aumentar e expandir o seu brilho,
Porque quando chegar o momento de o outro olhar para a sua sombra também,
E poder integrá-la em compaixão,
Brilhará tanto mais.
No entanto,
Se estivermos a interagir com alguém que está em rejeição da sua sombra,
E se nós estivermos em rejeição também,
Obviamente,
Não sabemos quem somos,
Porque não estamos a olhar para tudo isso em nós.
Por outro lado,
Se estivermos a olhar para tudo isso em nós e soubermos realmente começarmos a sentir e a manifestar esse brilho,
E se torne de alguma forma incomportável manter uma relação com esse outro que esteja a viver a sua limitação,
Em toda a compaixão,
Primeiro por nós,
E também,
Claro,
Obviamente,
Porque não dá para ter compaixão por nós sem ter compaixão pelo outro,
É tudo a mesma coisa,
Vamos ter que seguir outro caminho,
Para que o outro possa viver o que tem que viver,
Conforme tem que viver,
E para que nós possamos também viver o que há para nós vivermos em plena liberdade.
Então,
Realmente,
Existe aquela canção dos Pink Floyd,
Shine On,
You Crazy Diamond,
Ou seja,
Continua a brilhar seu diamante louco,
É isso,
É mesmo isso,
Independentemente do que a nossa realidade esteja a refletir-nos,
A escolha contínua de permitir o mais que somos é que é a compaixão,
E isso é que vai abraçar tudo,
Toda a sombra e toda a luz,
Porque a luz também está em oposição à sombra,
E aqui não se trata de ser luz ou sombra,
Trata-se de ser brilho,
São coisas distintas,
O convite aqui é que não haja mais portas fechadas,
Segredos,
Coisas escondidas dentro de ti,
Porque essas coisas escondidas são os teus tesouros,
Os diamantes,
E é esta partilha que eu tenho para fazer hoje,
E proponho então que agora façamos mais uma vez uma prática de respiração compassiva,
De permitirmos o nosso brilho,
E a noite não é menos bela que o dia,
O dia não é menos belo que a noite,
A lua não é menos bela que o sol,
E ambas se fundem na noite,
Todos os dias temos isto,
Ali mesmo,
À nossa frente,
Recordando-nos,
Mas claro,
Só quando é o momento certo,
Nos lembramos disso,
E agora,
Mais do que nunca,
Aqui na Terra com todas as convulsões que nos estão a mostrar claramente,
Isto,
Isto,
Isto,
Isto,
É o momento de brilhar tudo,
Sem pedir desculpa,
Desculpa,
Pedir desculpa por brilhar,
Quanto muito agradecer,
E se há alguém que brilha muito e que,
Mesmo que não queiras admitir,
Sentes por vezes algum ciúme ou inveja disso,
Olha para essa sombra,
Porque esse ciúme ou inveja só está a recordar-te que tu não estás a brilhar tudo o que podes brilhar,
Ama-te ainda mais,
Então vou convidar-te a fechar os olhos,
A tomar uma respiração inteira pelo nariz,
E no teu próprio tempo,
Inspirando também,
Suavemente,
Sempre pelo nariz,
Neste teu respirar,
Conforme ele te preenche,
Permite que a suavidade possa preencher todo o teu corpo,
Ainda que possas ter pensamentos a vir e a ir,
Não te apegues a nenhum,
Fica apenas atento à própria respiração,
Conforme ela te preenche,
Momento a momento,
Permite-te saboreá-la,
E então vai aterrando cada vez mais fundo,
Cada vez mais fundo no teu centro,
Lá no fundo da tua barriga,
Ligeiramente abaixo do umbigo,
Permitindo-te ficar,
Ficar no colo doce e confortável,
A tua respiração no teu centro,
Em plena gratidão,
E neste teu ficar no teu centro,
Convido-te a abrir,
Abrir,
Abrir,
Para receber,
Para receberes-te a ti,
Neste teu ficar,
Neste teu respirar,
Convido-te a ficar disponível para sentir o teu brilho especial,
Sentir isso que é único a ti,
Ficar,
Ampliaste-te nesse sentido,
Tomando contacto com os teus superpoderes,
Não têm que ser grandiosos de uma forma mental,
Mas são magníficos,
A sua simplicidade,
Simplicidade é,
Aliás,
Qualidade intrínseca a todos os teus superpoderes,
Respira-te,
Sente-te,
Reconhece-te,
Recebe-te,
Este momento único e especial que te permite-se a ti,
És tu,
Tu és único e especial,
Não porque sejas melhor que nada,
Que ninguém,
Mas simplesmente porque és assim,
Tu,
Sem ter que ser algo definido,
Formatado,
Específico,
Simplesmente descobrindo,
E assim é,
Que possas continuar descobrindo sempre,
Inocentemente,
Aberto a mim,
Em cada dia,
O brilho de ti,
Único e especial,
Em cada respiração,
Em cada momento,
E que cada vez que a sombra se apresentar para te trazer mais um tesouro,
Abraça-a,
Aceita-a plenamente,
Sem mais julgamentos,
Não tenhas medo,
Que ela te engula,
Pois ela és tu,
O tu que esqueceste,
Recebe-a,
E verás como ela se dilui,
Transmuta,
Em brilho,
Convido-te agora a respirar mais fundo,
Mais fundo,
Profundo e suave,
Gradualmente preparando-te para despertar,
Sentindo o teu corpo,
Movendo muito ligeiramente a cabeça,
Os dedos das mãos,
Dos pés,
E quando te sentires preparado,
Abrindo os teus olhos,
Agradeço profundamente,
Tua doce presença,
E teres trazido,
Para aqui,
Para este momento,
O teu brilho,
E se quiseres continuar só assim,
Até mesmo com os olhos fechados,
Só a respirar e a sentir essa beleza de ti,
Pois continua ou,
Independentemente do que tenhas para fazer agora,
Mantém-te com essa consciência,
Traz isso para tudo o que fores fazer,
Dizer,
Seja o que for.
