Encontra uma postura onde consigas manter a coluna bem elevada,
Sem esforço,
Sem acumular tensão.
Uma postura onde possas ficar nos próximos minutos.
Encosta-te a uma parede mesmo,
Se te sentires mais confortável.
E se estar sentado no chão não for de todo confortável para ti,
Senta-te numa cadeira.
Inspira todo o ar fora.
Inspira profundamente.
Respira completamente.
Mais uma vez,
Inspira profundamente.
Respira completamente.
Sinta o contacto entre o teu corpo e o chão.
O que quer que seja que toque o chão neste momento,
Sente esse contacto.
Esse apoio incondicional.
Sem alterares a posição do teu corpo,
Observa só a relação entre o teu corpo e o chão.
Sem alterares o seu ritmo natural,
Nos próximos minutos,
Testemunha atentamente como a tua respiração se expressa no teu corpo.
Para onde é que o ar que inspiras vai?
Para o peito?
Barriga?
Dentro do teu corpo,
Até onde é que ele chega?
Deixa que a tua respiração se torne o mais profunda possível,
O mais ritmada,
Suave possível.
Deixa que a barriga encha de ar,
As costelas afastem e preenchem o centro do teu peito.
Deixa que a tua respiração se torne o mais profunda possível,
O mais ritmada possível,
O mais suave possível.
Sente a frescura do ar que entra pelas tuas narinas.
Sente o calor do ar que sai.
Quão longa é a tua inspiração?
Quão longa é a tua inspiração?
Não alteres nada,
Observa só.
A tua inspiração é longa e suave.
A tua expiração é longa e suave.
Entrega-te plenamente a cada expiração que fazes.
Não deixes que os teus pensamentos te impeçam de sentir a plenitude deste momento.
Observa-os.
Nota como vão e vêm.
Senta-te com eles.
Permite-lhes essa presença.
Repara como deixam de ser resistência quando encontras espaço para simplesmente os observares.
Nota como te sentas aqui,
Com eles e com a tua respiração,
Para os conheceres melhor,
Para ti conheceres melhor.
Assim como quando nos sentamos a partilhar algo com alguém,
Na esperança de conhecer melhor essa pessoa.
Observa como neste momento fazes exatamente o mesmo contigo,
Plenamente consciente da tua respiração e dos teus pensamentos.
A meditação é uma prática simples de estar aqui,
Agora.
É importante não fazermos dela mais complicada do que aquilo que realmente é.
Não tentar lutar contra a própria mente.
Permitir que descanse.
Ela vai querer vaguear e é aí que entra a prática da meditação.
É um treino da mente.
Sempre que vaguear,
Reconhece que a tua mente viajou e convida-a a voltar a este momento,
Ao teu corpo em contacto com o chão,
À tua respiração,
Aqui e agora.
É natural que apeteça a tua mente aos teus pensamentos,
Tornarem-se mais livres.
Permite que isso aconteça.
Observa como acontece.
Torna-te uma testemunha plena de cada pensamento que surge.
Retira-te um bocadinho de cena.
Observa.
Observa os teus pensamentos como se assistisses a uma peça de teatro.
Senta-te nesse teu lugar privilegiado na sala,
Tão perto do palco,
E observa.
Simplesmente.
Ocasionalmente o que pode acontecer é quereres voltar a entrar em cena e seres parte dessa peça,
Dessa história.
Gradualmente e com uma prática mais regular,
Vais-te sentindo cada vez mais confortável nesse lugar de observador.
Testemunha.
Repara também nos sons que te rodeiam.
Não os ignores.
Reconhece-os por aquilo que são.
Eles podem ser uma distração que te leva com eles,
Ou uma ferramenta para te manteres aqui,
Agora,
Presente.
O que tu pensas,
Tornas-te.
O que sentes,
Tu atrás.
O que consegues imaginar,
Podes criar.
Namastê.