Vamos então à Árvore do Caminho Dourado.
Nesta sessão,
Vou-lhe pedir que realmente se deite numa posição extremamente confortável.
Deixe-se cair os braços para o lado,
Palmas das mãos viradas para cima.
Deixe-se cair os pés para o lado e apoie toda a sua coluna no chão.
Feche os olhos e tire duas respirações bem profundas.
Agora que está relaxado,
Peço-lhe que crie uma imagem mental.
Imagine-se a si próprio,
Vestido com uma roupa totalmente branca.
Visualize-se nesta espécie de floresta,
Com relvas e flores.
E neste momento,
Inspire e expire.
E sinta os cheiros.
O cheiro a céu e a vento.
O cheiro à paz.
E você está em pé,
Vestido de branco,
Com um sorriso nos lábios.
E você está descalço.
Sinta agora,
Através do seu corpo,
Todas as sensações dos pés,
A caminhar pela relva fresca.
Olhe em frente.
E lá ao fundo,
Existe uma árvore enorme.
E você começa a caminhar em direção à árvore.
Quando se a percebe,
Está num caminho em que a relva é dourada.
É extremamente dourada e brilhante.
E você sente o brilho.
Uma energia brilhante,
Dourada,
Amarela,
A percorrer todo o seu corpo.
E neste momento,
Inspira e expira e sente-se ainda mais relaxado e em paz.
Faltam alguns passos para chegar à árvore.
Continua.
E a árvore está mesmo à sua frente agora.
E é uma árvore puçante,
Enorme,
Que lhe tira o fogo só por um instante,
De tão bela e resistente que ela é.
E você de sentar-se junto a essa árvore só por uns segundos.
Inspira e expira e sente-se na posição que lhe foi mais confortável,
Mas encostada ao tronco da árvore.
Num dia quente e cheio de sol,
Esta árvore dá-lhe a sombra que precisa para relaxar.
Debaixo dessa árvore você fecha os olhos e relaxa por um instante.
Esta árvore já sofreu agruras imensas.
Vieram ventos fortíssimos,
Chuvas intensas.
E ela permaneceu.
Ventos arrancaram as folhas dela e ela permaneceu.
Podem vir ventos e chuvas e tempestades e o seu eu permanece.
O seu eu é sua escolha.
Você constrói como reage à mudança.
Não viva a esforçar-se a evitar as mudanças.
Não viva a tentar controlar as tempestades.
Isso é externo a si.
A árvore não luta contra o vento.
Ela deixa-se fluir.
Você observa a árvore e vê que ela vem para a esquerda e para a direita e ela flui com o vento.
Vem a chuva,
Ela não procura abrigo.
Ela está enraizada na má enterra e confia.
Ela deixa que a chuva a invada,
Que as tempestades a abalem e que o vento a atire da esquerda para a direita.
Porque ela sabe que no fundo o seu eu mais profundo é só seu.
E o eu permanece.
Por isso permaneça aqui,
Tirando estas lições com a sua árvore.
E durante estes instantes seja como a árvore,
Enraizada na vida,
Aberta às mudanças,
A receber tudo o que a vida lhe traz.
Vou deixá-lo por alguns segundos.
E vamos regressar à vida real,
Com uma última fotografia mental da sua árvore.
E a partir de agora,
Sempre que começar a surgir uma mudança na sua vida,
Visualize esta fotografia que você tirou.
E seja como a árvore,
O seu eu é seu.
E permanece.
As mudanças vêm e vão.
E vai construindo o seu eu,
Como um eu aberto à mudança.
Exatamente como esta árvore.
Tenha um resto do dia feliz.