
Meditação: Body Scan
Efetuamos uma observação direta de todo o corpo, reconhecendo e explorando as sensações que surgem, as sensações que desaparecem, a ausência de sensações. A conexão ao corpo coloca-nos no momento presente, com aceitação e sem julgamento. Desfruta plenamente.
Transcript
Olá,
Muito bem-vindo e muito bem-vindo a esta prática de meditação.
Obrigado por participarmos juntos nesta prática.
Se possível,
Escuta a prática com auscultadores para uma experiência mais plena e conectada.
Durante a prática,
Mantém os olhos encerrados de forma leve e relaxada.
Adota uma postura sentada,
Simultaneamente confortável e estável,
Com as costas direitas.
Certifica-te de que não serás interrompido durante a prática.
E nesta prática de Body Scan,
Em que iremos percorrer o corpo conectando-nos a ele,
Tranquilizando a mente,
Enraizando e abrindo espaço,
Por favor,
Mantém-te na prática até ao final.
Conecta-te à intenção que te trouxe a esta prática,
Agrandecendo-o por estares aqui,
Por estarmos juntos,
Neste momento,
Aqui e agora.
Começamos com o foco da nossa atenção no topo da cabeça,
Sentindo o couro cabeludo.
Vamos explorar e permanecer nas sensações que surgem no topo da cabeça e que desaparecem.
Vamos permitir que as sensações surjam,
Que se renovem e exploramos o que sentimos tal como é,
Sem julgar,
Sem classificar,
Permanece.
Notamos agora a nossa atenção no pescoço,
Toda a volta do pescoço,
Explorando as sensações e explorando as não sensações.
O pescoço existe tal como é,
Permanece e explora.
Viramos a nossa atenção para o queixo,
Passamos para a zona da boca,
Sentindo os lábios,
O nariz,
A narina esquerda,
A narina direita,
A face esquerda,
A face direita,
Explorando o que sentimos com doçura e curiosidade.
Percorremos com a nossa atenção a zona à volta dos olhos,
Sentindo a pálpebra esquerda e a pálpebra direita.
Percorremos a testa com a nossa atenção.
Focamos a atenção no ombro esquerdo,
Começando a percorrer o braço esquerdo em todo o seu redor,
Como se fossem círculos de atenção que fossem envolvendo todo o braço.
Passamos pelo cotovelo,
Envolvendo com tranquilidade e suavidade,
Sentindo o que há para ser sentido.
O antebraço,
Não temos sítio para onde ir,
Não há pressa,
Percorremos o que há para ser percorrido.
Sentimos a mão esquerda,
A palma da mão,
Dedo um por um,
As costas da mão,
Permanece e explora.
Viramos a atenção para o ombro direito e começamos a percorrer lentamente todo o braço,
Sentindo o que há para ser sentido,
Sentindo o que não há para ser sentido.
Está tudo certo tal como é.
Sentimos o cotovelo direito com suavidade e caminhamos com a nossa atenção ao longo do antebraço direito,
Pulso direito,
A mão direita,
Dedo por dedo,
Palma da mão,
As costas da mão.
Exploramos com a nossa atenção,
Com suavidade e aceitação de cada sensação tal como ela surge e na mão direita,
Permanece e a explora.
Sentimos agora a energia subtil em ambas as mãos,
Na ponta dos dedos,
Essa vibração subtil que é a vida que há em nós,
A vida sempre dinâmica,
Sempre ativa e impermanente,
Sentimos,
Sorrimos,
Vivemos.
Agora,
Com uma inspiração um pouco mais profunda e consciente,
Focamos a nossa atenção no centro do peito,
Na zona do coração.
Estabilizamos a nossa atenção na zona do coração,
Sentindo o batimento,
Sentindo o peito expandir.
Percorremos a nossa atenção ao longo de todo o peito,
De forma livre,
Sentimos as sensações.
As sensações e as não-sensações são perfeitas tal como são neste preciso momento.
No peito permanece e explora,
Semente vaguear e a atenção dispersar,
Está tudo bem.
Volta apenas a atenção para o local do corpo onde estavas,
Podes sempre usar a respiração como âncora e regressas ao ponto do corpo onde estavas.
Focamos a nossa atenção agora na zona abdominal,
Sentindo o movimento que acontece com cada inspiração e expiração,
Percorrendo as sensações,
Percorrendo toda a zona,
Tal como é e é perfeita tal como é.
Em toda a zona abdominal permanece e explora,
Sabendo que tudo está certo a cada momento.
Voltamos agora a nossa atenção para a zona lombar,
Reconhecendo todas as sensações que existem neste momento.
Na zona lombar permanece e explora.
Continuamos a prática com esta observação,
Paciência que a própria prática sugere.
Voltando a nossa atenção para as costas,
Sentindo toda a coluna e caminhando vértebra por vértebra,
Em toda a zona das costas,
Permanece e explora.
Sentimos o que há para ser sentido e se a mente vaguear,
Dispersar,
Tomamos consciência e voltamos a nossa atenção para o momento presente,
Para a nossa prática e está tudo bem.
É apenas isso,
Voltar a nossa atenção para o momento presente.
Percorremos agora a zona da anca,
Reconhecendo as sensações que possam surgir ou não surgir.
Estamos conectados ao corpo e nessa zona exploramos,
Percorremos,
Caminhamos,
Passeamos,
Simplesmente sentindo o que há para ser sentido.
Na zona da anca permanece e explora.
Voltamos a atenção para o local do corpo,
Sempre e quando necessário.
Esta é a nossa prática e estamos entregues a ela.
Percorremos agora a nossa atenção pela perna esquerda,
Na coxa,
Na parte de trás da perna.
Percorremos a atenção de forma simples,
Livre,
Subindo,
Descendo em círculos em todo o redor,
Sentindo o joelho,
A tíbia.
Então ao longo da perna esquerda permanece e a explora.
A perna esquerda está sempre no momento presente,
Tal como todo o corpo.
Focamos agora a atenção no pé esquerdo,
Passando suavemente pelo tornozelo,
Sentindo e ao longo do pé esquerdo,
A planta do pé e cada um dos dedos,
Sentimos o que há para ser sentido e o que não há para ser sentido.
Tudo é mutável a cada momento e tudo é perfeito tal como é.
No pé esquerdo permanece e a explora.
Explora a sensação do pé em contacto com a superfície,
Usando a respiração como âncora.
Voltamos agora a nossa atenção para a perna direita.
Percorremos a perna,
Sentindo a coxa,
A frente,
Atrás,
Com calma.
Não temos sítio para hundir,
Estamos entregues à prática.
E agora a nossa atenção está na perna direita.
Explora de forma livre,
Sem julgamento,
Mesmo que surja algum desconforto,
Mesmo que não surja sensação nenhuma,
Ou mesmo que a mente vagueie.
Apenas retoma a atenção no local do corpo que estavas a explorar.
Tudo está certo tal como é.
Ao longo de toda a perna esquerda,
Direita,
Perdão,
Ao longo de toda a perna direita,
Incluindo o joelho,
A tíbia,
Permanece e explora a perna direita,
Tal como todo o corpo está sempre no momento presente.
E a nossa prática ajuda-nos a estarmos no momento presente.
Através de uma conexão com o corpo,
Percorremos a nossa atenção para o tornozelo direito,
Sentindo-o tal como é,
Cada por menor.
Passamos a nossa atenção para todo o pé direito,
A planta do pé direito,
Calcanhar.
O contacto do pé direito com a superfície permanece e a explora,
Usando a respiração como veículo para o momento presente.
Focamos agora a nossa atenção no ar que entra e sai pelas narinas,
A cada inspiração e a inspiração.
A nossa atenção está focada na ponta do nariz,
Ou naquele ponto acima dos lábios,
Ou em cada uma das narinas,
Sentindo o ar que entra e o ar que sai,
Respeitando a respiração tal como é neste momento.
O ar que entra,
O ar que sai.
Estamos conscientes da nossa respiração,
Sentindo cada inspiração.
Focamos a nossa atenção em cada expiração no ar que sai pela ponta dos dedos.
Inspiramos com foco no nariz,
Sentindo o ar entrar.
Expiramos com foco na ponta dos dedos das mãos,
Sentindo o ar a sair.
Inspira,
Expira.
Nutre,
Liberta.
Sinta o oxigênio a entrar e sinta a energia a sair pela ponta dos dedos das mãos.
Tomamos agora a atenção para o ar que chega ao abdômen.
Ao inspirar,
Sentimos o ar,
Desde a ponta do nariz,
A percorrer o peito até o abdômen.
Ao expirar,
Sentimos a energia a sair pela ponta dos pés.
Inspiramos,
Acompanhando o ar até o abdômen.
Expirando,
Sentindo a libertação através da ponta dos dedos dos pés.
Inspira,
Expira.
Nutre,
Liberta.
Tendo agora o foco na respiração,
Escutamos e sentimos o som da própria respiração.
Inspira,
Expira.
Inspira,
Expira.
Exploramos os movimentos nas narinas,
No peito,
No abdômen,
Na caixa toráxica,
A cada inspiração e expiração,
Escutando o que há para ser escutado,
Sentindo o que há para ser sentido.
O nosso foco está aqui,
Na respiração.
Mantemos a atenção na respiração.
Inspira,
Expira.
Senta os movimentos.
Senta o ar a entrar,
Senta o ar a sair.
Escuta o som da própria respiração.
Com a atenção dirigida à nossa respiração,
Estamos num momento presente,
Conectados,
A sentir a vida que há em nós a cada momento e com a prática a chegar ao seu término.
Reconhecemos que tudo é perfeito tal como é,
Que a prática foi perfeita tal como foi.
Em cada momento estivemos entrega à prática e a nossa intenção de estar aqui prevalece porque vivemos a experiência através da própria experiência,
Que é a prática da meditação.
Fazemos agora uma inspiração mais profunda e expiramos lentamente.
E ao teu ritmo,
Começa a sentir os dedos das mãos a mexer,
Os dedos dos pés,
Os ombros.
Permite fluir o movimento do corpo e quando for o momento de abrir os olhos,
Nota que já não és aquilo que eras antes da prática.
Tudo é novo,
Tudo é vida em mutação.
Desfruta do teu corpo tal como ele é.
Aceita a tua respiração tal como ela é.
Cada momento ama-te tal como és.
Muito obrigado.
Um abraço.
