
Podcast #55 Amor, Autenticidade e Vulnerabilidade
by Inês Nunes
Hoje trago uma mulher tão especial e autêntica ao podcast, a Carolina Granja. Ela é coach especializada em auto-estima e relações, numa missão de guiar mulheres a cultivarem o seu amor-próprio e atrair relações saudáveis e felizes e autora do seu mais recente livro “Amor-próprio”. Neste episódio mergulhamos em toda a sua jornada de transformação que a levou a tornar-se coach e a hoje guiar tantas mulheres.
Transcript
Olá,
O meu nome é Inês Nunes Pimentel e este é o meu podcast,
Ou melhor,
O nosso.
Este é um lugar para conectarmos profundamente connosco e falarmos abertamente de alma para alma.
Aqui partilho as minhas histórias,
Lições,
Trago-te as pessoas que mais me inspiram e dou-te as ferramentas e inspiração que precisas para apareceres ao mundo como a tua melhor versão e manifestares a vida dos teus sonhos.
Olá a todos,
Sejam muito bem-vindos a mais um episódio,
Mais uma semana a começar.
Espero que estejam bem e hoje trago-te uma mulher tão única,
Tão especial.
Eu comecei a acompanhá-la não há muito tempo,
Mas apaixonei-me logo por tudo o que ela partilha com o mundo.
Ela é coach,
Especializada em amor próprio,
Relações,
Numa missão de guiar mulheres a cultivarem o seu amor próprio e atraírem relações saudáveis e felizes.
E é também autora do mais recente livro,
Super recente,
Que por coincidência no dia de gravação que é hoje,
Dia 16,
Está no Mundo,
Que é o livro Amor Próprio,
O caminho para elevares a tua autoestima e aprenderes a cuidar de ti de dentro para fora.
Sem mais demoras,
Vou dar aqui as boas-vindas à linda Carolina Granja.
Olá boninhas,
Tão grata,
Tão feliz por estar aqui contigo hoje.
Eu estou mesmo super feliz,
Mesmo,
É uma honra receber-te aqui pela primeira vez no podcast,
Ainda por cima neste dia tão especial para ti,
Que é o lançamento do teu livro,
Por isso conta-nos como é que te fazes a sentir hoje.
Super feliz,
Super feliz,
Foi assim um caminho longo,
Não só o de escrita do livro,
Mas o caminho também que antecedeu o convite e depois a parte também de escrever o livro,
E então é assim,
Sinto que é um momento muito de celebração,
Sabes?
De todo este caminho,
De todo este processo,
E de muito orgulho,
De muita gratidão,
De muito amor,
E fico genuinamente feliz por estar a partilhar este momento contigo também neste dia tão especial.
Eu por acaso,
Na nossa conversa aqui que antecedeu agora a gravação,
Esqueci-me de partilhar contigo,
Mas ontem estava a lembrar-me,
Quando estávamos a combinar horários e etc,
Que quando eu comecei aqui a minha jornada,
Eu comecei a acompanhar-te também,
Não é?
Andava à procura de ferramentas,
De pessoas que também pudessem ser uma inspiração para mim,
E na altura cruzei-me com o teu trabalho,
Já não me recordo exatamente como é que cheguei a ti,
E recordo-me de te ter enviado uma mensagem a dizer,
Ah,
Estou super perdida,
Não estou feliz no meu trabalho,
E também não sei muito bem o que é que quero fazer,
Seguir,
E lembro-me de depois de tu teres respondido e foste super querida,
Amorosa,
E não me recordo ao certo do que disseste,
Mas foi qualquer coisa do género para eu seguir o meu coração,
Qualquer coisa assim deste género.
E o caminho foi-se desenrolando,
A coisa foi fluindo,
E eu sempre tive imensa admiração por ti,
Pelo teu trabalho,
Sempre foste uma referência para mim,
Por todas as razões,
E então é muito bonito hoje um dia que é tão especial para mim,
Poder partilhar contigo,
Que foste uma referência para mim e que de certa forma contribuíste com a tua energia também para tudo o que veio depois,
Poder partilhar contigo,
Está a ser assim muito nostálgico,
Sabes?
Muito querida,
Olha,
Nada é por acaso,
Porque lá já estávamos há vários,
Aliás,
Até vários meses,
Acho que até foi antes de ficares ao plano para escrever o livro,
Já estávamos a combinar,
Ah,
Tens que ir ao podcast,
Tens mesmo que ir,
E entretanto tudo se alinhou para esta semana eu enviar uma mensagem à Karolina e dizer,
O que é que achas de vir desta semana ao podcast na quarta-feira,
Sem saber era o dia do lançamento do livro,
E é mesmo bom poder estar contigo a celebrar,
Porque é mesmo a celebração,
Eu sei o que é um processo de escrita do livro,
Estamos ali a viver tudo aquilo muito intensamente só connosco,
Não é?
Nós estamos muito habituadas a este mundo online,
Em que escrevemos um texto e publicamos e está no mundo,
E vemos a reação das pessoas,
E um livro é todo um processo de mesas,
Muito solitário,
Não é?
É um processo solitário,
E de repente o dia do lançamento,
Aquele dia em que vemos as pessoas,
Com o nosso livro,
Vamos às livrarias,
Portanto,
Desejosa de te ver,
É ir à livraria,
Encontrar-se aí o teu livro.
Estou ansiosa,
Ansiosa para ir.
Olha,
E para quem não te conhece,
Conta-nos um bocadinho da tua jornada,
Como é que foi chegar aqui,
Há pouco antes de começarmos a gravar,
Estava-se a dizer-me que foi em 2015,
E que por coincidência agora estás numa casa com o número 2015,
E só agora é que te apercebeste,
E foi o desculpar para todo este caminho interior,
E para hoje viares tantas mulheres na sua relação consigo mesma,
Que é a base de tudo,
E como é que estão com todos os outros,
Portanto,
Como é que foi para ti?
Conta-nos tudo.
Olha,
A minha história,
Na verdade,
Ela começou quando eu era ainda bem pequenina.
As minhas grandes questões de autoestima,
Amor próprio,
Que depois me acompanharam durante toda a minha vida,
Surgiram quando eu era,
De facto,
Muito pequenina,
Aos 5 anos,
Que foi ali uma altura de grandes mudanças também a nível familiar,
Portanto,
Os meus pais estavam casados ainda na altura,
Mas eu,
A minha mãe e a minha irmã tivemos que ir para o Norte,
O meu pai estava a viver no Algarve,
Portanto,
Houve ali essa separação física,
E não era como é hoje em dia,
Que existem videochamadas,
Etc,
Portanto,
Era uma distância realmente muito distante,
E até a minha mãe passava muito pouco tempo em casa,
Porque estava na altura a estudar também,
E então passava muito pouco tempo em casa,
E eu estava a maior parte do tempo com os meus avós,
Que eu adorava,
Mas faltava ali aquele colo de mãe e pai,
E só agora nos últimos anos é que eu também tenho percebido o quanto isso depois impactou mesmo as minhas crenças a nível de relacionamentos,
Em relação a mim própria,
Ao meu valor,
Houve ali muita coisa que ficou mexida,
Que começou assim a ser tocada naquela altura,
E depois mesmo a nível físico comecei a ter muitas mudanças a nível corporal,
Que foi uma altura em que eu encordei bastante,
O meu avô,
O típico homem do Norte,
Gostava de me ver bem nutrida,
E então eu aumentei bastante o meu peso,
Depois a minha mãe decidiu cortar o meu cabelo à tigela,
Que era aquele corte da moda,
Mas que eu odiava,
Eu dava o meu cabelo comprido,
Começaram a cair os dentinhos,
Então houve assim uma série de mudanças que foram acontecendo,
A par do resto,
Portanto,
Eu estar muito menos tempo com os meus pais,
Escola,
Bullying,
Essas coisas todas,
E então de facto começou a afetar muito a parte da minha autoestima a nível físico,
E a minha mãe costuma contar,
Eu não tenho memória,
Mas ela costuma contar que dava várias vezes comigo escondida debaixo da cama,
A dizer que estava a esconder-me do espelho,
Porque eu não queria ver-me no espelho,
Era doloroso,
E ela na altura achou estranhíssima uma criança,
Eu tinha sido sempre uma criança muito alegre,
Muito extrovertida,
Muito curiosa,
E ela começou a achar estranho aquela mudança de comportamento.
Na altura depois fui seguida por uma psicóloga,
Não me recorto,
Mas a minha mãe diz que sim,
E de facto foi aí que depois tudo começou a vir ao de cima,
Portanto aquelas questões todas começaram a estar cada vez mais presentes no meu dia-a-dia,
No resto da minha infância,
Na adolescência,
Na vida adulta,
E foi-me sempre acompanhando,
Mas de formas diferentes.
Na infância e também na adolescência era mais a parte da escola,
Portanto eu associar muito o meu valor às minhas notas na escola,
Porque eu era muito boa aluna,
Então acabava por me resguardar um bocadinho nessa imagem da menina perfeita,
Que não dá trabalho,
Que é muito responsável,
Boa aluna,
Etc,
Para colmatar ali outras questões que eu achava que não tinha,
Tanto a nível físico,
Como mesmo a nível de personalidade,
Os meus pais diziam que eu tinha muito mal feitio,
Que era muito expansiva,
Muito emotiva,
Muito intensa,
E eles tinham alguma dificuldade em lidar com isso,
Até diziam,
Ah devias ser mais como a tua irmã,
Que é super calma,
Super tranquila,
E então eu cresci muito com essa crença de que quem eu sou,
A forma como eu sou,
A minha personalidade não tem valor,
Então eu tenho que ser boa aluna,
Tenho que cuidar dos outros,
Tenho que ser a boazinha para as pessoas gostarem de mim,
E isto foi-me acompanhando muito.
Depois mesmo no grupo de amigos,
Já na adolescência,
Eu era sempre tranquila,
Que está tudo bem,
Que nunca queria problemas com nada,
Mesmo depois com professores,
No mercado de trabalho,
Quando entrei depois no mercado de trabalho,
A mesma coisa,
Toda a gente dizia,
Mas tu és tão calma,
Tão pacífica,
E eu só pensava,
Vocês não fazem ideia do vulcão que está aqui dentro.
E depois tudo isto,
Portanto estas questões emocionais,
Físicas,
A nível das relações também,
Portanto eu comecei a namorar muito novinha,
Aos 13 anos,
E fui sempre muito namoradeira,
Eu acho que era muito aquela procura do,
Eu querer encontrar num namorado,
Aquele amor incondicional que se calhar eu não tinha sentido em casa,
Se bem que lá está,
Eu sei que os meus pais me adoram e gostam imenso de mim,
Me apoiam em tudo,
Mas no meu inconsciente eu não senti esse amor incondicional,
Então eu acho que nas relações eu ia muito à procura disso,
Obviamente nunca encontrei,
São os anos mais tarde que percebi porquê.
E então tudo isto,
Como eu estava a dizer,
Todas estas questões depois acabaram por despoltar,
Já há uns anos mais tarde,
Já adulta,
20 e qualquer coisa anos,
Num distribuidor alimentar e numa depressão.
Primeiro começou ali o distribuidor alimentar,
Eu acho que já tinha ali umas nuances de depressão,
Mas só mais tarde é que a depressão realmente se instalou,
Começou ali no meu último ano de faculdade,
Mais ou menos,
E a coisa foi-se agravando e houve ali assim momentos muito escuros mesmo,
Eu isolei-me imenso,
Não queria estar com pessoas,
Sobretudo se fossem convívios que envolvessem comida,
Eu não queria estar,
Tinha imensa vergonha do meu corpo,
Odiava ao espelho,
Obrigava-me a passar fome,
Portanto foi assim tudo muito intenso.
Depois a nível profissional eu também estava super insatisfeita,
Eu estudei direito,
Exercia advocacia durante alguns anos e não gostava,
Portanto eu não sentia que fosse de facto a minha missão,
Que não era aquilo que eu estava aqui a fazer,
E todas as outras áreas da minha vida,
A nível amoroso,
A nível social,
A nível familiar,
Eu sentia que faltava qualquer coisa.
Então eu estava sempre na busca de algo,
Mudar de emprego,
Mudar de casa,
Mudar de cidade,
Mudar de namorada,
Mudar de grupo de amigos,
Mudar,
Mudar,
Mudar,
A querer mudar o meu corpo,
Enfim.
E houve ali assim um momento que eu acho que foi o meu momento chave,
Que foi ali da transição dos 25 para os 26 anos,
Portanto foi final de 2014,
Que eu recordo-me de ter chegado a casa,
Na altura vivia com o meu namorado à altura,
E ele não estava em casa,
E eu tinha chegado a casa do escritório,
Onde a advogada já trabalhava na altura,
Não tinha acontecido nada especial naquele dia,
Mas eu cheguei a casa tristíssima,
E então deixei-me cair aos pés da cama e estive a chorar compulsivamente durante horas.
E a dada altura apercebi-me que estava a arranhar os braços,
E houve assim ali um momento em que me passou um pensamento suicida,
De então e se eu acabasse com isto?
E esse pensamento,
E ver como estava a magoar,
Foi um alerta vermelho,
Super vermelho para mim,
Porque foi,
Caramba eu tenho 25 anos,
Vou fazer 26 daqui,
E fazer 26 ali é um mês ou dois,
Tenho uma vida inteira pela frente,
Eu não quero isto,
Ou seja,
Eu não quero entrar neste buraco,
Eu sei que isto não me vai levar a lado nenhum,
Ou pelo menos a nenhum lugar onde eu queira ir,
E então foi ali assim um momento de não,
Eu vou ter que sair daqui,
E foi ali que começou,
Na altura eu estava completamente fora do que fosse desenvolvimento pessoal,
Autoconhecimento,
Espiritualidade,
Se bem que na altura também não era um mundo que fosse tão explorado,
Sobretudo em Portugal,
Lá fora já sim,
Mas aqui não tanto,
Portanto também não era algo que eu conhecesse,
Então na altura eu fui para aquilo que eu conhecia,
Que era mais a medicina convencional,
E na altura falei com uma amiga minha,
Que também estava a passar um momento complicado,
E ela recomendou-me a psiquiatra dela.
Olhando para trás não acho que tenha sido a melhor pessoa para me ajudar,
Porque a componente emocional e humana não estava lá,
Mas a verdade é que a medicação que eu na altura tomei veio equilibrar a parte química hormonal que estava completamente desestruturada,
E veio dar-me essa capacidade até mesmo física de eu depois explorar as outras camadas que não explorei com essa profissional.
E foi o que aconteceu,
Eu realmente comecei a me sentir muito mais tranquila,
Muito mais calma,
A conseguir descansar,
E tudo isso deu-me depois essa bagagem que eu precisava para poder ir à procura de mais.
E foi,
E ali começou,
Sabes,
A mudança começou a acontecer,
Deixei o meu trabalho na advocacia,
Comecei a cortar uma série de relações a todos os níveis que não eram benéficas para mim,
E comecei à procura de outras pessoas que realmente pudessem aqui trazer-me novos conhecimentos,
Novas ferramentas,
Novos mindsets,
Tu foste uma dessas pessoas que surgiu,
E comecei aqui realmente ativamente à procura de ferramentas,
De algo que me pudesse ajudar a sair do lugar onde eu estava,
E as coisas começaram a acontecer muito naturalmente,
E até aí eu acho que era uma pessoa bastante pessimista,
Ou seja,
Dizia muitas vezes,
Mas vale esperar pelo pior,
Porque se acontecer eu já estou preparada,
O que é uma grande mentira,
Porque depois acontece e ficamos tristíssimas na mesma,
Portanto é só perder tempo.
Mas de facto houve ali assim uma grande mudança de chip nessa altura,
E eu comecei genuinamente a acreditar que as coisas estavam a acontecer da forma que era suposto,
Que havia algo que me estava a guiar,
Porque eu sou uma pessoa religiosa,
Ou seja,
Não sigo nenhuma religião,
Mas tenho muito essa ligação com algo que é superior,
A minha visão é aquilo que eu chamo universo,
Mas que eu acho que o universo somos todos nós,
Portanto não é o universo uma figura que está lá a brincar com as marionetas,
Eu acho que todos nós somos o universo,
Portanto quando a nossa intervenção é positiva e traz amor e traz esperança,
Nós já estamos a contribuir para que o universo faça esse tipo de movimentos,
Pelo menos é aquilo em que eu acredito e que acho que comecei a acreditar nessa altura,
Talvez porque tenha sido a única forma de eu conseguir sair dali,
Ou seja,
Eu tenho que acreditar em algo diferente,
Porque aquilo que eu tenho acreditado até agora não está a resultar.
E foi,
Houve assim grandes saltos de fé que eu fui dando,
Por exemplo fui para a Inglaterra em 2018,
Foi assim de um grande amor,
Que hoje em dia continua a ser um grande amor,
Mas já não romântico,
Portanto depois a relação acabou,
Mas hoje em dia é o meu melhor amigo,
O meu grande suporte,
É assim o meu,
Sabes aquela expressão que tu usas em relação ao Dani,
Que é o teu,
Como é que tu dizes?
Uma alma gêmea?
Não,
Não é alma gêmea,
Que te eleva.
Expander.
Expander,
Sim,
Eu acho que ele foi o meu,
Eu acho que foi e continua a ser,
Porque acreditou e acredita muito em mim,
Foi ele também de certa forma que me introduziu aqui um bocadinho,
Não à parte da espiritualidade,
Mas do desenvolvimento pessoal,
E portanto foi uma missão importantíssima na minha vida,
Ainda para a Inglaterra foi importantíssima também,
Porque foi um salto de fé,
Foi eu vou me despedir do meu emprego em Portugal,
E vou,
E é preparadíssima para trabalhar num bar,
Ou o que fosse,
E na mesma semana encontrei um emprego incrível,
Ótimo,
Com super boas condições,
Pessoas incríveis,
E que também me permitiu depois poder fazer a minha formação de coaching,
Que é uma formação que acaba por ser bastante despendiosa,
E então aquele emprego surgiu e a primeira coisa que eu pensei foi,
Uau agora já tenho condições para fazer a minha formação,
E foi,
Fiz a formação depois em 2018,
Comecei em 2018,
E fui logo,
Na altura eu já tinha o meu Instagram,
Que tinha começado com uma página de fitness,
De receitas,
De treinos,
Sim,
Mas é a mesma página,
Portanto se forem bem lá atrás vão ver,
Porque foi assim que começou,
Então claro que hoje em dia.
.
.
E a tua jornada é uma jornada de evolução no fundo.
Sim,
Sim,
E então foi,
Começou assim,
Depois conforme eu fui também fazendo este caminho de amor próprio,
De transformação pessoal,
Fui partilhando,
E fui percebendo que sobretudo mulheres que me acompanhavam se identificavam muito,
E então eu fui sentindo que ok,
Eu realmente sinto este apelo,
Este chamamento para ajudar outras mulheres,
Porque houve tanta coisa que eu gostava que me tivessem dito lá atrás,
Amor,
Call,
Que eu gostava de ter recebido e que não recebi,
E eu não quero que outras mulheres passem por isso,
Se eu puder evitar que isso aconteça,
E então fui sentindo cada vez mais esse chamamento,
Não sabia bem como fazê-lo ainda,
E então o coaching foi uma das ferramentas que eu encontrei para poder fazê-lo,
Hoje em dia há muitas outras que eu tenho,
Que fui adquirindo,
Mas o coaching foi assim a primeira que surgiu,
E foi,
Eu lancei,
Comecei a minha formação em março de 2018,
A par disso fui complementando muito ali com a parte do amor próprio,
Inclusive em mim,
Que também precisava e continua a precisar imenso,
E fui preparando as coisas,
O terreno ali cultivando,
Para depois quando terminasse a minha formação poder lançar-me ao mundo,
E foi no dia,
Eu terminei a formação em setembro de 2018,
E no dia 2 de outubro lancei o meu site,
O meu ebook,
E anunciei ao mundo,
Portanto mulheres que sintam este chamamento para trabalhar amor próprio,
Venham eu estou aqui.
Claro que foi assim,
É estranho não é,
De repente aquela coisa da venda,
E eu tinha ali uma série de crenças mesmo de abundância,
Ou de escassez neste caso,
Que tive também que trabalhar imenso,
Mas estava muito com aquela coisa do,
Eu depositei tanto amor,
Tanta fé aqui,
Que o universo vai tomar conta,
E foi,
E então cometi assim uma loucura,
Que foi no dia a seguir,
Chego ao meu emprego e digo ao meu chefe,
Olha eu quero despedir-me,
E eu quero despedir-te,
Mas como?
E eu olha,
Eu lancei ontem o meu projeto pessoal,
E eu quero mesmo muito que ele resulte,
Que corra bem,
E a verdade é que se eu estiver a trabalhar aqui a tempo inteiro,
Eu não tenho sequer disponibilidade de agenda,
Para receber clientes novas,
Então o sinal que eu vou estar a enviar ao universo é,
Eu não estou disponível,
E eu quero estar,
Então eu preciso me libertar deste trabalho.
É um espaço para tudo o que o universo tinha para ti.
Sim,
E ele pensou bem,
Esta mulher é louca,
Mas pronto,
E então estive até ao final do ano,
A trabalhar a part-time,
A dar formação à bursaria e substituir-me,
Mas já fui recebendo clientes,
Eu sentia que quanto mais tempo eu tinha vago,
Mais clientes vinham,
Sem que eu tivesse necessariamente que forçar,
Claro que a falando sobre o meu trabalho,
Mas sem ser nada agressivo.
E em janeiro de 2019 já estava à full-time,
Como coach,
Até hoje,
Portanto hoje em dia é esta a jornada.
Ouvir-te e identifico-me tanto com tantas partes da tua história,
A infância,
Não nos sentirmos boas suficientes,
E no fundo todo o caminho que nos traz a partilhar isso com o mundo,
E tu és o exemplo disso,
Porque tudo o que nos acontece é por um motivo,
E para que nós possamos usar isso para inspirar outras pessoas,
Guiar outras pessoas,
E é incrível como é tudo tão recente,
Não é?
Há dois anos que estás full-time,
E está a correr tão bem porque te permitiste realmente seres tu,
E eu acompanho várias mulheres que estão nesse processo de lançar os seus negócios,
Colocarem a sua voz no mundo,
E acho que uma coisa que tu fizeste sempre muito bem foi partilhar sempre a tua verdade,
Seres sempre tu,
Partilhar sempre a tua vulnerabilidade,
E eu acho que isso é o que nos conecta,
Não é?
Às vezes queremos posicionar-nos muito como uma pessoa que é assim,
Eu aprendi isto,
Fiz sei isto,
Então estes são os passos para teres amor próprio,
Estes são os passos para teres uma relação de sonho,
E na verdade como tu sempre foste fazendo foi partilhar a tua história,
Foi abrir o teu coração,
E com imensa vulnerabilidade partilhaste tanto de ti,
Como por exemplo recentemente teres terminado uma relação que é super vulnerável partilhares isso,
Também um tema super tabu que partilhaste de interrupção coletária da gravidez,
E eu quero mesmo honrar-te por isso,
Por te permitir ser tu,
Por te permitir ser realmente tu com toda a tua verdade,
E há tantas mulheres que sentem exatamente o mesmo que tu,
Que se perderam,
Que estão nesta jornada e que sentem que querem partilhar a sua voz com o mundo,
Mas têm tantos medos,
Têm medo de o que é que os outros vão pensar se eu disser a minha verdade,
Não têm essa confiança em si para dizer realmente aquilo que são e o que pensam,
E eu gostava que tu partilhasses um pouco como é que é para ti essa jornada de seres tão vulneráveis e de partilhares esses temas,
Eu lembro que partilhaste também numa altura em que eu até fiz um post nessa altura sobre termos a coragem de num mundo cheio de julgamentos dizermos a nossa verdade,
É preciso muita coragem,
E eu acredito que para ti é preciso muita essa coragem,
E no fundo todo este sucesso que tu hoje estás a ter,
Tantas mulheres a trabalhar contigo,
Agora com o lançamento do teu livro que ainda te vai levar a tantas mais pessoas,
E tudo isso foi o reflexo de seres tu,
E eu acho que esse é o segredo,
O segredo do sucesso é sermos nós,
Com a nossa verdade,
Com a nossa vulnerabilidade,
E tu és o exemplo disso,
Portanto queria que deixasses aqui para todas estas mulheres que sonham partilhar a sua voz com o mundo,
Como é que é ser vulnerável?
Sabes que essa questão da vulnerabilidade é uma questão que me é muito próxima,
Porque eu acho que é muito fácil cair-se em exageros,
Ou seja,
Ou não haver vulnerabilidade porque achamos que temos que ser fortes,
Temos que estar sempre bem resolvidas,
E depois também nas redes sociais acaba por existir muita comparação,
Ou seja,
Sobretudo quem está a dar os primeiros passos,
E mesmo quem não está,
E eu continuo a sentir isso hoje em dia,
E acho que quase toda a gente sente de uma forma ou de outra,
Que é haver aquela comparação,
Parece que aquela pessoa tem tudo resolvido,
Que está tudo bem,
Que não tem problemas,
E nós somos todos pessoas,
Portanto reais,
Humanos,
Com problemas,
Com imperfeições,
Com falhas,
Com limitações,
Mas nem sempre é fácil falar sobre essas nossas vulnerabilidades,
Esses lugares dos quais nós não nos orgulhamos tanto,
Porque temos vergonha,
Porque temos medo da crítica,
Ou porque depois achamos que as outras pessoas vão estar num patamar muito acima de nós,
E então existe muito essa tendência para darmos essa imagem de pessoa bem resolvida,
Que está tudo no sítio certo já,
Com todas as respostas,
E eu acho sinceramente que nenhum de nós,
Seja pessoa do desenvolvimento pessoal ou não,
Tem todas as respostas,
Porque nós estamos todos em constante processo,
E acho especialmente que quem está neste mundo,
Que é uma auto-investigação constante,
Traz muitas questões a toda hora,
Não é?
E a própria vida nos convida,
Manda-nos desafios mesmo,
Para nós termos que trabalhar essas questões.
Mas depois também é muito fácil cair no outro exagero,
Que é a vulnerabilidade excessiva,
Ou seja,
De nós nos expormos demasiado,
De por vezes haver até alguma vitimização,
E isso também não é bom,
Não é?
Porque coloca-nos numa posição em que nós não nos protegemos,
Não é?
Portanto eu não acho nem que devemos,
Não devemos esconder-nos por trás da muralha,
Não é?
Super forte,
Mas também não nos colocar no campo de guerra sem nos preservarmos,
Sem cuidarmos de nós.
Então eu acho que encontrar ali aquele sweet spot,
Aquele lugar ali em que nós conseguimos vulnerabilizar-nos,
Mas também saber o que é que é nosso,
E o que é que não é para partilhar,
Ou aquilo que ainda não é o momento de partilhar,
É muito importante.
E,
Por exemplo,
Eu partilhei há cerca de um mês,
Mais ou menos,
A interrupção da gravidez,
Que tinha acontecido há mais de um ano atrás.
E na altura,
Portanto,
Quando eu fiz a interrupção da gravidez,
E na altura estava numa relação que não era uma boa relação,
Eu trabalhava nesta área,
Portanto eu trabalhava com amor próprio,
Eu trabalhava com relacionamentos amorosos,
E havia muitos momentos em que eu me sentia uma fraude completa,
Que é,
Como é que eu vou ensinar outras pessoas a terem um relacionamento saudável,
Se eu própria não estou a conseguir tomar conta do meu?
Mas foi muito curioso,
Porque eu acho que aquilo que a vida quis ensinar-me com aquela relação foi,
Eu não sou mãe,
Eu não sou terapeuta da pessoa com quem eu estou numa relação.
Portanto,
Por vezes o amor próprio não é o querer estar numa relação,
Ou o saber sobre relações não é o ficar numa relação,
É saber quando é que é o momento certo de sair.
E acho que foi isso que aquela relação me ensinou,
Mas que na altura eu ainda não sabia,
Portanto estava ali muito ainda na minha procura,
Pela minha resposta.
E também só consegui falar desse tema uns meses mais tarde,
Porque é preciso viver o momento,
Saber quando é que é o momento de nós estarmos connosco a viver o nosso processo,
E quando é que é o momento de partilhar.
E mesmo aquilo que é para partilhar,
Há coisas que ok é para partilhar e há outras que não é para partilhar.
E é importante nós percebermos isso,
E qual é que é acima de tudo o propósito dessa partilha,
Não é?
Portanto,
A nossa verdade,
Quando é partilhada,
Do meu ponto de vista,
Deve ter um propósito por trás.
E essa partilha,
Por exemplo,
Da interrupção voluntária da gravidez skill,
Obviamente temia que trouxesse consequências,
Não é?
Portanto,
É um tema que é tabu,
É um tema com muitas opiniões controversas,
E eu sabia que estava sujeita a ser alvo de crítica,
De julgamento,
Mas eu tinha o meu propósito muito bem definido,
Que é,
Eu estou a levar esta partilha porque eu sei que,
Tal como eu,
Houve muitas mulheres que viveram processos relativamente à interrupção voluntária da gravidez,
Por razões diferentes,
De formas diferentes,
Com emoções diferentes,
E todas elas deveriam ser válidas,
E todas elas deveriam poder,
Eu não digo expressar-se,
Porque eu acho que,
Lá está,
Não tem que ser um tema que as pessoas tenham de falar e dizer eu fiz ou eu não fiz,
Mas com elas próprias estarem em paz e não se sentirem sozinhas nesse momento da sua vida.
Houve mulheres que depois vieram partilhar comigo as suas histórias,
E que já tinham feito interrupções há 10 anos atrás ou mais,
E que nunca tinham falado com ninguém sobre isso,
Eu fui a primeira pessoa com quem elas falaram sobre este tema.
Então o meu propósito era esse,
Era levar essa paz,
Esse colo a essas mulheres,
E lá está,
Eu,
De todas as partilhas,
De todas as mensagens,
E emails,
E comentários,
E tudo que recebi,
Houve um comentário que não foi positivo,
Um,
Em milhares.
Então,
Claro,
Eu tenho a certeza que houve pessoas que leram,
E que julgaram,
E que criticaram,
Mas eu acho que a energia que eu coloquei foi tão de amor,
Que não havia espaço para outro tipo de energia.
Então,
Eu acho que é isto que é importante todos nós,
E todas nós que queremos colocar o nosso propósito,
A nossa verdade no mundo,
Fazê-lo com este amor por nós,
Sabes?
E de querer levar aquilo que fizer sentido para nós,
Aos outros,
E ter esse propósito muito bem de fato.
Tão bonito.
Estou mesmo emocionada a ouvir-te,
É tão bonito ver como as tuas partilhas são tão conectadas contigo,
E com o teu amor,
E lá está,
É mesmo importante perceber isso,
Que a vulnerabilidade tem que vir de um lugar de força,
Não é?
E não,
Vou partilhar porque sim,
Lá está,
Temos que fazer todo o trabalho interno,
E resolver tudo isso connosco,
Antes de partilhar,
Ter esse propósito muito claro,
E quando partilhamos com amor,
E quando partilhamos com o nosso coração,
Vai chegar ao coração das outras pessoas,
Como é óbvio,
Vai haver pessoas que por não terem alguma coisa resolvida dentro delas,
Não vão compreender,
Mas até para essas pessoas,
Eu acredito que nós vamos estar a levar amor,
Porque é de um lugar de amor que nós partilhamos,
E honro-te imenso pela tua coragem,
Pela tua verdade,
E fico aqui a inspiração para todas as mulheres que estão a ouvir,
Contarem a sua verdade,
Esse lugar de amor é mesmo tão importante,
E tu faz isso com muito amor próprio também,
Com muita confiança,
Eu acredito que muitas mulheres sentem essa falta de confiança,
E por acaso foi engraçado que esta semana fiz uma pergunta no meu story,
Como estou a trabalhar muito nesta área dos negócios,
De partilharmos a nossa voz com o mundo,
E perguntei o que é que sentes que está a faltar para criares o teu negócio,
Ou expandires o teu negócio,
E recebi dezenas,
E dezenas,
E dezenas,
E dezenas de mensagens de pessoas a dizer confiança,
Eu até já sei o que quero partilhar,
Eu até já sei o que quero fazer,
Mas falta-me a confiança,
E eu acredito que a confiança está super conectada com o amor próprio,
Então queria-te perguntar como é que tu cultivaste esse amor por ti,
Essa confiança para apareceres no mundo online e partilhares realmente a tua verdade?
Olha,
Eu acho que na verdade é um processo diário,
Ou seja,
Não houve nada específico,
Num momento específico que eu tivesse feito para que isso acontecesse,
Foi um caminho,
E que continua a ser,
Eu continuo a ter dias em que olho no espelho,
E olho para o meu caminho,
E sinto um amor gigante,
E acho que sou incrível,
E maravilhosa,
E única,
E há dias em que penso,
Está tudo errado,
Eu não tenho nada para ensinar a ninguém,
Como assim?
E eu acho que é essencialmente nesses dias em que nós não confiamos,
Em que não acreditamos,
Em que nem sequer gostamos assim tanto de nós,
Que é muito importante,
Algo que para mim mudou muito,
Muito mesmo,
A minha vida,
Que é o autocuidado.
Ou seja,
Trazermos muito essas práticas de estarmos conosco,
De fazermos algo prazeroso para nós,
De não estarmos constantemente com comportamentos punitivos,
Com críticas,
Com tu não fazes nada bem,
Tu não prestas,
Tu não vales nada,
Que são pensamentos que surgem,
Não é?
Que todas nós já tivemos pelo menos uma vez na vida um pensamento deste género.
Mas trazer muito isso,
Sabe?
Assim como nós cuidamos de pessoas de quem gostamos muito,
Sobretudo nos momentos em que elas mais precisam,
Fazermos isso conosco,
Eu acho que é fundamental,
Em qualquer etapa da nossa vida.
E depois,
Estas questões aqui do amor próprio,
Da confiança,
Eu acho que se trabalham muito,
Não só aqui com esta questão do autocuidado,
Que eu acho que é algo que nos deve acompanhar sempre,
A vida inteira,
Mas muito com essa coragem,
E que é preciso muita coragem,
De realmente nós nos conhecermos.
Porque como é que nós vamos gostar de nós,
Como é que nós vamos confiar em nós,
Se nós não sabemos quem somos?
Como é que nós vamos confiar que eu vou ser capaz de ajudar outras mulheres,
Por exemplo no meu caso,
Eu vou ser capaz de ajudar outras mulheres a cultivar o seu amor próprio,
A trabalhar os seus relacionamentos amorosos,
Se eu não souber quais é que são as minhas qualidades,
Quais é que são as minhas capacidades,
Se eu não souber quais é que são os meus defeitos e as minhas limitações.
Portanto,
Tudo isso deve ter espaço e é preciso essa coragem de nós conhecermos esses lugares todos,
Os mais luminosos,
Os mais sombrios,
Para que depois nós consigamos ir para o mundo sabendo quem somos e sabendo o que é que temos de único para levar,
Porque eu acredito genuinamente que todas e todos temos algo de único para levar ao mundo.
E mesmo que tenhamos semelhanças com outras pessoas,
E é normal que tenhamos,
E nesta área,
Por exemplo,
Quem trabalha nesta área,
Temos sempre lugares comuns com outras pessoas,
Mas nunca ninguém vai falar da mesma maneira,
Levar as mesmas experiências.
Por exemplo,
Eu e tu temos a área do amor próprio em comum,
Mas eu tenho a certeza que a forma como tu trabalhas de amor próprio é diferente da minha,
Porque nós somos pessoas diferentes,
Passamos por experiências diferentes e há pessoas que vão identificar-se mais contigo,
E há pessoas que vão identificar-se mais comigo e está tudo certo.
E então haver esse mergulhar interno de quem é que eu sou,
O que é que eu quero levar,
Mas eu só posso saber o que é que eu quero levar lá fora quando eu já sei o que é que existe cá dentro.
E esse é um processo exigente,
Porque exige essa coragem,
Essa vontade e essa dedicação,
E é lindo,
É lindo,
Porque muda obviamente a nossa vida profissional,
Se assim o quisermos,
Mas muda tudo na nossa vida,
Não é?
Nós só somos capazes de amar,
Por exemplo,
Um parceiro romântico se nós criarmos espaço para sabermos quem ele é.
A mesma coisa connosco,
Nós não podemos amar,
Nós não podemos querer passar para o último patamar da pirâmide do amor próprio e da aceitação se nós nem sequer sabemos quem somos,
Precisamos de nos namorar primeiro,
Não é?
De conhecer quem somos,
De nos oferecer,
Lá está,
Os presentes,
Os mimos,
O autocuidado e tudo isso,
Como numa relação amorosa.
E então saber ok,
Então é isto que eu agora quero levar para o mundo.
E confiar que quando é feito com amor,
Isto é mesmo aquilo em que eu acredito,
Que quando é feito com amor vai sempre correr bem.
E a vida tem-me mostrado muito isto,
De uma maneira ou de outra,
E mesmo quando não corre,
Eu acho que é porque depois há algo muito melhor à espera.
Sim.
E então levar isto assim,
Sabe,
Obviamente com planos,
Com objetivos,
A tal energia masculina de que tu falas,
Mas com essa capacidade de fluirmos com aquilo que vem,
De cuidarmos sempre de nós,
De sermos gentistes connosco nesse processo que é a tal energia feminina,
Eu acho que é o verdadeiro caminho e que vai ser um caminho diferente para todas.
E está tudo certo.
E que é para a vida toda,
No fundo,
Não é?
É uma jornada eterna e eu acredito mesmo que para nós aparecermos ao mundo e para fazermos esse trabalho de espalhar a nossa luz,
Nós temos que primeiro nutri-la e conhecê-la,
Não é?
E portanto é lindo e ter-se partilhado essa jornada do autoconhecimento que é fundamental.
Nós não podemos aparecer ao mundo sem saber realmente quem somos e sem saber realmente a nossa luz e a nossa sombra,
Tudo de nós e poder partilhar.
Portanto,
Fica aqui a inspiração,
Autoconhecimento é o caminho,
Autocuidado e sermos o amor da nossa vida,
Não é?
Ah,
Sem dúvida,
Sem dúvida,
Sem dúvida nenhuma.
E eu estou numa etapa da minha vida em que sinto isso como nunca antes e a verdade é que a vida está a dar-me coisas incríveis e eu acho que tem muito a ver com isso,
De facto eu estar num lugar de paz comigo que obviamente tem dias menos bons,
Claro que sim,
Mas de olhar para trás e perceber se calhar a minha vida não foi como eu esperava ou não foi como eu queria,
Mas está tão certa,
Está tudo a ir para onde deve ir.
E eu acredito mesmo que quando é assim as coisas fluem tão melhor do que quando queremos controlar tudo e tem que ser tudo assim,
Assim e assim.
Deixar que o universo nos surpreenda,
Não é?
Completamente.
E levar isso às outras,
Eu faço muito esse trabalho e faço mesmo questão de levar às outras mulheres,
Sobretudo aquelas que trabalham diretamente comigo,
Eu não estou resolvida em tudo e às vezes eu até partilho mesmo questões minhas,
Pessoais ou que já passaram ou até coisas que eu estou a passar agora para que percebam que é um caminho e que nós não temos que nos sentir mal por ainda não estarmos naquele patamar da guruzona do Instagram que nós admiramos porque estamos todas no nosso processo.
Exatamente,
Sem dúvida.
E Carolina,
O teu livro surge como este presente do universo,
Não é?
Estás a partilhar a tua mensagem com o mundo,
Estás a fazer este caminho e de repente recebeste este convite para escrever,
Estiveste estes últimos meses a escrever e hoje está no mundo.
Queria que nos contasses também como é que foi essa jornada para ti e o que é que nós podemos esperar.
Portanto,
Quem está a ouvir já pode ir à livraria.
O que é que todos podemos esperar deste livro?
Conta-nos um bocadinho desse processo e do que é que está nesse livro mágico.
Então,
Este convite,
Ele surgiu no ano passado,
Em outubro e foi,
Eu no livro até na parte da introdução até relato um pouco como foi esse momento porque o ano passado foi um ano realmente muito exigente,
Acho que foi para todos,
2020 foi um ano grande,
Intenso.
Mas além de tudo o que estava a acontecer a nível mundial,
Eu fiz a interrupção da gravidez,
Que foi um processo muito exigente,
Muito intenso,
Muito emocional.
Depois no verão terminei a relação com o pai do meu bebê,
Que foi uma relação também muito destrutiva,
Muito tóxica para mim,
Mas que me ensinou imenso.
E que eu acho que precisei também de passar por ela para hoje também poder trabalhar relações de uma forma muito mais madura do que trabalhava antes.
E foi ali aquele verão de 2020,
Foi um momento da minha vida em que eu mergulhei muito em mim e que se não tivesse sido o meu amor próprio,
Ou seja,
Algo que eu já vinha trabalhando há alguns anos,
Eu não sei como é que teria sido.
Ou seja,
Dentro da dor e do luto e de tudo o que foi,
Eu acho que ainda assim foi um processo muito gentil.
Porque eu tinha as pessoas também certas ao meu lado,
Porque eu fiz sempre muita questão de ir cuidando de mim,
De ir dando espaço para sentir o que eu tivesse para sentir.
E mesmo todas essas situações menos boas,
Eu tentei sempre olhar para elas com um olhar de amor,
Mesmo para a relação que tinha acabado,
Mesmo para o luto do bebê.
Eu tentei sempre olhar com amor e como é que eu posso canalizar isto para algo positivo na minha vida.
E acho que só fui capaz de o fazer porque vinha fazendo esse trabalho de amor próprio comigo há alguns anos.
E então foi muito bonito,
Quando eu recebi o convite,
E que foi completamente inesperado,
Eu não estava de toda conta a recebê-lo.
E então quando recebo o convite pela presença para escrever o livro,
Fiquei super emocionada.
Foi assim mesmo,
Porque eu senti mesmo que o convite para escrever o livro sobre amor próprio,
Vem no momento da minha vida em que eu mais sinto que foi o meu amor próprio que me salvou.
Se eu não me amasse,
Eu não tinha saído daquela relação,
Se calhar ainda lá estava.
Ou ter-me sentido extremamente culpada por ter feito uma interrupção da gravidez.
E então eu sinto mesmo que foi esse amor próprio que me salvou,
Que fui eu que me salvei a mim no meio de tudo aquilo.
E então ter essa oportunidade de escrever um livro sobre amor próprio,
Naquele momento em que estava tudo tão aceso,
Tão vivo,
Foi muito,
Muito,
Muito especial.
E então este livro vai trabalhar o amor próprio de vários prismas diferentes,
Que para mim foram aqueles em que eu mais senti esse trabalho a acontecer.
O autoconhecimento,
Como eu dizia há pouco,
O autocuidado,
A autocompaixão,
O desenvolvimento pessoal.
E depois como é que o amor próprio se vai conectar com outras áreas,
A autoimagem,
O propósito de vida,
Os relacionamentos amorosos,
Que foram áreas em que eu sinto que o meu amor próprio mais teve de ser trabalhado para que eu conseguisse encontrar ali o meu caminho.
E então é muito por esse caminho,
Por essa jornada,
Que eu quero guiar as mulheres que lerem o livro.
E portanto no livro eu trago as minhas histórias,
As histórias das mulheres com quem tenho trabalhado ao longo destes anos,
Os exercícios,
As ferramentas,
Os conhecimentos que eu sinto que mais me ajudaram,
Que mais me apoiaram neste caminho.
E que eu hoje também partilho não só com as minhas clientes,
Mas com as pessoas que acompanham o meu trabalho nas redes sociais.
E é muito nesse caminho que eu quero levar outras mulheres na sua jornada de amor próprio,
De se conectarem com elas,
De encontrarem as suas próprias respostas,
Porque é um livro que tem essa componente teórica e minha,
Portanto mais humana,
Mas que tem muito também essa componente prática das mulheres poderem fazer os seus exercícios,
De encontrarem as suas respostas,
Porque as minhas podem ser diferentes das das outras mulheres e está tudo certo.
Então ser muito quase como que uma caminhada mesmo,
Em que eu lhes dou a mão e vamos juntas.
E é muito engraçado porque a minha mãe foi a primeira leitora do livro,
Não é?
Tive a primeira cópia dela para ela ler e uma vez fui dar com ela assim meio emocionada.
E ela,
Ah,
Sabes,
É que eu tento colocar-me no lugar de uma mulher que esteja realmente a passar por estas questões todas.
E aquilo que eu sinto é muito como se fosses a melhor amiga delas,
Que lhe está a dar colo e que está aqui a ajudá-las neste caminho de uma forma muito meiga.
Então ela estava assim toda emocionada ao ler.
As nossas mães,
Que são as nossas pés no muro.
Verdade,
Verdade.
E é muito isso que eu realmente quero que quem lê o livro sinta,
Que é um lugar seguro,
Onde podem encontrar essas respostas,
Mas acima de tudo muito colo e essa mão amiga,
Que às vezes nós queremos tanto e precisamos tanto e que nem sempre encontramos.
E é isso.
Ó,
Santos,
Já estou-te a ter nas mãos.
Só vi a capa e está tão bonita aquela imagem.
Está mesmo mágico e dá vontade de embarcar na jornada contínua.
Carolina,
Como é que foi o processo?
Há pouco estávamos a falar que realmente escrever um livro é um processo super solitário,
Não é?
É colocarmos a nossa alma toda e para mim foi um processo super desafiante.
Foi enfrentar muitos medos,
Porque para mim eu sentia quem sou eu para ser uma escritora.
Então tinha muitos pensamentos limitadores.
Quem sou eu para ser uma escritora?
Não sou boa o suficiente?
E lá está.
Foi também passar por toda essa jornada de amor próprio,
Também de acreditar em mim,
Para eu colocar no mundo e viver isso também no próprio processo de escrita.
Então queria saber como é que tinha sido para ti,
Porque muitas mulheres que nos estão a ouvir também têm esse sonho de um dia escreverem um livro.
Estão a passar por esse processo e queria que nos contasse também como é que foi para ti.
Para já foi um sonho tornado realidade,
Porque eu sempre adorei ler e escrever,
Então foi um mega sonho.
E ao mesmo tempo o peso que esse sonho traz,
Não é?
Que é,
Oh meu Deus,
E agora?
O que é que eu tenho para dizer às outras pessoas?
E tudo isso que tu estavas a dizer,
Não é?
Quem sou eu?
Será que sou boa o suficiente?
E foi um processo que acabou por ser um bocadinho solitário também,
Como nós falávamos há pouco,
Porque enquanto que nas redes sociais,
Nas consultas,
Eu tenho aquele feedback direto,
Não é?
Portanto eu falo,
Eu pergunto e há logo ali algo imediato a acontecer,
Num livro não.
Portanto é um processo que demora muito tempo,
Que demorou no meu caso vários meses,
E que portanto é muito ali,
Tudo muito contido ali na nossa bolha.
E que nem sempre é fácil para quem está à volta também lidar,
Não é?
Porque eu falo para mim,
Sobretudo na fase final,
Sentia-me super ansiosa,
Depois as datas a apertarem,
Aqueles últimos retoques,
Foi super exigente.
E eu tinha o meu trabalho enquanto coach,
Portanto fui sempre tentando conciliar.
Ausentei-me na parte final,
Durante os últimos três meses das redes sociais,
Porque percebi que era algo que estava a dispersar muito a minha atenção e que eu precisava de me concentrar realmente no livro.
E um processo que foi realmente muito curioso foi,
Conforme eu fui,
E isto foi algo que aconteceu naturalmente,
Mas houve ali dois capítulos em especial,
Em que eu senti que,
Caramba,
Eu estou tão a viver este processo agora.
Então houve ali partes que eu escrevi,
Que são coisas em que eu acredito,
Que me fazem total sentido,
E que eu senti muita necessidade de me relembrar a mim daquelas questões que foram o capítulo da autoimagem,
Que eu escrevi numa fase em que eu própria estava a ter ali algumas questões com a autoimagem,
Porque foi ali num dos confinamentos,
Então eu estava muito mais em casa,
Não estava a fazer tanto exercício físico ou nenhum,
Aumentei ali um bocadinho o meu peso,
A alimentação também não estava incrível,
Então foi ali uma etapa em que eu realmente precisei muito de recordar exercícios e mesmo mantras que eu realmente precisava de me lembrar na altura.
E depois o capítulo dos relacionamentos amorosos foi outro capítulo que eu escrevi numa fase em que eu passei por uma separação também,
Portanto eu no início do ano sim tive uma separação,
E foi quando voltei ao Algarve e tudo mais,
Então foi ali uma etapa em que foi mais uma vez o universo dizer-me,
Este é o momento de tu relembrar estas questões.
Então foi assim um processo solitário e ao mesmo tempo muito de regresso a casa,
Das minhas origens,
Relembrar mesmo a minha história,
De ir bem lá a fundo e de recordar coisas que eu nem sempre recordo ou que até posso partilhar com outras pessoas mas que não estou ali sentada com aquelas palavras a escutá-las e a integrá-las,
Então foi uma viagem assim mesmo bem intensa.
E como é que era?
Estavas os dias todos a escrever,
De manhã à noite,
Fizes algum ritual para começar?
Na fase final sim,
Ou seja,
Aquilo que eu fiz porque senti mesmo essa necessidade foi de reservar dias para fazer as consultas e reservar dias para escrever o livro,
Porque conciliar no mesmo dia as duas atividades não dava,
Não dava.
Então eu começava a semana com o livro e terminava a semana com os acompanhamentos e era um bocadinho assim,
Portanto tentava sempre ter algures ali pelo meio,
Os meus rituais,
O meu exercício físico,
Foi super importante,
Sobretudo na fase final,
Também ter a minha família perto,
Vinham me trazer sopa,
Vinham me trazer compras,
Foi muito importante nessa altura,
Mas eu acho que algo que foi mesmo preponderante para que eu conseguisse escrever o livro,
Obviamente além do apoio das pessoas que estiveram à minha volta,
Foi muito a prioridade que eu dei ao cuidar de mim nesse processo,
Por isso é que foi importante sair das redes sociais e que era para ser um mês e acabaram por ser três quase,
Porque eu tinha as minhas prioridades muito bem definidas e o cuidar de mim e o não ser um processo violento para mim foi sempre importante,
Porque que sentido faria escrever um livro sobre amor próprio e violentar-me nesse processo,
Não é?
Então,
Sim.
Sim,
Sem dúvida,
É tão importante realmente termos as nossas prioridades bem definidas,
Algo que referiste,
Ter os dias específicos ajuda imenso,
Não é?
Termos um dia só para o livro,
Ou dois dias só para o livro,
Dias só para as consultas,
Para não misturar as energias e podermos estar ali especificamente e isso é algo que me ajuda imenso e cuidarmos de nós,
Porque essa é a base de tudo,
Não é?
Nós não podemos dar sem estarmos bem connosco e é tão bom que pôste a tua prioridade e continuaste a ser a prioridade para partilhares tudo isto com o mundo.
E Carolina,
Estavas a falar realmente dos relacionamentos,
Não é?
Temos focado muito nesta parte do amor próprio,
Porque é a base de tudo este amor connosco.
Na tua jornada tu percebeste a importância dos relacionamentos e por isso é que te dedicas hoje a ajudar tantas mulheres nos seus relacionamentos e tendo passado por isso,
Por uma separação,
Eu gostava que tu nos contasses e partilhasses algumas dicas,
Algumas planetas para alguma mulher que esteja a passar por um processo de separação.
Como é que foi para ti isso e o que é que aconselhas para uma mulher que esteja a passar por isso?
Porque é tão difícil essa separação,
O final de uma relação de amor e por vezes perdemos tanto.
Como é que alguém pode passar por isso?
É muito curioso,
Sabes?
Como eu te estava a dizer,
Eu acho que já nem sei se foi agora a gravar ou se foi quando estávamos a falar antes,
Mas eu comecei a namorar no Zinha,
Comecei a namorar aos 13 anos.
Sim,
Eu me lembrei imenso com essa história porque eu fui igual,
Eu era aquela pessoa que tive sempre namorado.
Eu não sabia o que era não ter namorado e lembro-me de partilhar também isso no meu livro,
De realmente nós querermos sempre alguém que nos complete.
Nós não sabíamos o que era estar sozinhas e então queríamos ter sempre o namorado para nos completar,
Não é?
Então eu identifico-me imenso.
Sim,
Eu fui super namoradeira desde os 13 anos,
Eu hoje tenho 31,
Vou caminho dos 32 e há uns tempos estive a fazer assim uma,
Sabes?
Uma viagem para trás.
E acho que o máximo tempo que eu estive sem qualquer tipo de relacionamento foi algures ali no final da faculdade,
3 meses.
Em tantos anos,
Portanto em quase 20 anos,
3 meses é muito pouco.
E acho que era muito isso,
Essa procura por aquele amor,
Aquela história das princesas e portanto eu sempre fui muito romântica,
Então aquela coisa assim.
E foi muito curioso porque no meio destes processos todos,
Destas relações todas,
Obviamente que tive sofrimento,
Não é?
Acho que faz parte do amor é outra face da moeda.
Mas não houve assim propriamente nenhum episódio que eu achasse que fosse extremamente duro para mim.
Porque normalmente até era eu que terminava a relação ou,
Sabes,
A coisa ia se desvanecendo então nunca foi assim muito doloroso.
E no ano passado,
Portanto em 2020,
Ali quando a pandemia começou,
Eu tive uma procura muito grande de mulheres que estavam a passar por fim de relacionamentos.
Eu acho que a pandemia veio mexer aqui muitas águas,
Nomeadamente a nível de relações.
O que já não estava incrível acabou por vir-me completamente cá abaixo.
E na altura eu senti a necessidade de estudar mais sobre finais de relações.
Porque apesar de já ter passado nunca tinha sido uma dor profunda minha.
E então precisei procurar mais sobre esse tema.
E então na altura li muitos livros e fiz formações mesmo específicas para fins de relacionamentos.
E curioso,
Porque depois trabalhei muito com mulheres nesses temas.
E uns meses depois fui eu a passar por um final de relação.
E essa sim foi muito dolorosa,
Muito.
Eu lembro-me que quando a relação.
.
.
E a relação foi terminando,
Portanto ela.
.
.
O grande acontecimento que fez com que a relação depois começasse a decair cada vez mais foi ali no final de maio.
Já eu tinha feito a interrupção da gravidez.
Mas depois ali durante o verão ainda estivemos a ver essa coisa.
Foi aquele apego,
Sabes,
Do não quero deixar ir.
Apesar de percebermos que aquilo já não tinha pernas para andar.
Como é que a pessoa sabe?
Também era algo que eu gostava que tu abordasses.
Como é que a pessoa sabe que chegou o fim?
Para mim,
O fim chegou no momento em que eu me perguntei a mim própria.
Se eu me escolher a mim,
Eu fico aqui?
E houve um momento em que eu percebi,
Se eu me escolher a mim eu não fico aqui.
Porque se eu ficar aqui,
Eu vou destruir-me.
E a minha vida vai destruir-se.
Aquele foi o momento em que.
.
.
E foi um momento.
.
.
Lembro-me perfeitamente.
Tinha sido depois de um episódio meio violento com a pessoa.
Eu acho que nunca sequer falei disto com ninguém.
Só falei com pessoas muito próximas.
Mas foi um momento em que eu estava deitada no chão.
E ele estava a ir-se embora.
E eu estava completamente barrasta a vê-lo ir-se embora.
E eu estava deitada no chão,
De gatas.
E comecei a bater com a cabeça no chão,
Com imensa força.
E nesse dia a minha mãe.
.
.
Na altura eu estava no Norte.
E a minha mãe também estava no Norte.
Isto foi umas semanas depois da minha avó falecer.
Então a minha mãe também estava lá.
E ela disse-me isto acabou.
Tu não vais mais ficar aqui.
Vens comigo para Algarve.
E depois decidam-se.
Vejam o que é que querem fazer.
Mas não vais mais ficar aqui sozinha.
E então a minha mãe foi-me buscar.
E eu lembro-me de estar a arrumar as minhas coisas.
Ele ainda estava comigo.
E deu na minha cabeça estar.
Isto é para voltar.
Ele vai-me buscar.
E estava ainda presa nisso.
E depois vinha no carro com a minha mãe.
E conforme a distância física foi aumentando.
Eu fui saindo daquela energia que me puxava para ele.
E fui ficando mais com a minha energia.
E houve ali um momento no carro.
Lembro-me perfeitamente de estar a falar com a minha mãe.
E vim a trocar mensagens com ele.
Dizer-lhe vem-me buscar.
E eu quero estar contigo.
E houve ali um momento em que foi isso.
Se eu me escolher a mim,
Eu não fico com esta pessoa.
Eu mereço mais que isto.
E foi assim.
E disse-lhe olha,
Eu não quero mais.
Não procuro-os mais.
E foi depois que tive de bloquear nas redes.
Whatsapp,
Telefone,
Tudo.
E foi provável de todos os atos de coragem e amor próprio que eu tenho tido ao longo da vida.
Eu acho que esse foi o maior de todos.
O mais desafiante de todos.
Porque foi a primeira vez que eu saí de uma relação a amar a outra pessoa.
Mas a querer amar-me mais a mim.
Então foi isso.
Foi uma escolha.
Eu ou escolhi ficar ali com aquela pessoa de quem eu gostava.
Ou escolhi ficar comigo bem.
Ou tentar pelo menos ficar bem.
E não é fácil.
Não é uma decisão fácil.
E foi importantíssimo para mim.
Aquele material todo de estudo,
Cursos.
Eu tive muito comigo agarrar ali.
E obviamente ter as minhas pessoas perto.
O meu trabalho foi algo que me trouxe muito.
Porque o meu trabalho é uma parte muito grande de mim.
É muito a minha essência também.
Então fui muito buscar ali.
Na altura até depois partilhei.
Não partilhei por nós.
Mas partilhei que tinha saído uma relação.
Inclusive houve pessoas que me vieram perguntar.
Como é que tu te sentes por trabalhar as relações e a tua relação não ter resultado?
E aquilo que na altura eu senti.
E que hoje em dia sinto ainda mais.
Esta relação veio-me mostrar muitas coisas.
Foi muito importante.
Eu não acho que seja não ter corrido bem.
Correu da maneira que tinha de correr.
E correu bem no sentido em que me mostrou tanta coisa.
Que eu tinha de aprender.
E que se calhar só poderia aprender passando por.
Porque os cursos,
Os livros são ótimos.
Mas só passando.
Hoje o acompanhamento que eu dou a mulheres que estão a passar por fins de relações.
É completamente diferente do que tem há um ano atrás.
Porque eu sei o que dói.
Não está aqui e está aqui.
É tão diferente.
E foi importantíssimo para mim.
O saber que há coisas que eu tenho de fazer.
Eu tenho de cortar a ligação com esta pessoa.
Eu tenho de estar perto das minhas pessoas.
Eu tenho de fazer o que me faz bem.
Tenho de cuidar de mim.
Tenho de me dedicar neste caso ao meu trabalho.
Que é uma parte tão bonita da minha vida.
E não fechar as portas ao amor.
E não fechei.
E continuo a acreditar imenso.
Eu imaginava-me quando era criança com 31 anos.
Casada com filhos.
E isso não aconteceu.
Mas o lugar em que estou hoje ainda é um lugar que eu acho tão bonito.
E em que me sinto tão eu.
E que me dá depois esta bagagem para ajudar outras mulheres.
Que para mim é tão importante.
E nada é mesmo por acaso.
Tinhas mesmo de passar por isso.
Para hoje poder guiar tantas mulheres.
De uma forma ainda mais verdadeira.
Porque realmente viveste isso tudo.
E as relações são exatamente isso.
É perceber que estão lá para nos ensinar algo.
E não é por ter sido um ano ou um mês que falharam.
Às vezes é um ano,
Um mês ou dois anos.
Que serviram o seu propósito.
Nos trouxeram lições.
Nos fizeram tornar pessoas melhores.
Com mais aprendizado.
E portanto nunca é falhar.
É realmente perceber que tu tens o seu tempo.
E ter a coragem.
Que é preciso coragem para dizer.
Este caminho chegou ao fim.
E escolhermos a nós.
E é tão bonito realmente esta pergunta.
Parece tão simples.
Mas pode fazer a diferença.
Não é simplesmente perguntarmos.
Se eu me escolhesse a mim.
Ficava aqui ou não.
E portanto para alguma mulher que esteja a passar por esta situação.
Façam essa pergunta.
E sintam isso dentro de vocês.
E continuando com o coração aberto.
Com o coração aberto ao amor.
Que é super importante.
Apesar da dor,
Da mágoa.
De todo o sofrimento.
É importante não nos fecharmos ao amor.
E para alguém que sinta que está nesta fase.
Atrair a sua alma gêmea.
Eu tenho muitas mulheres líderes na minha academia.
Nesta fase que estão nesse processo.
De atrair a sua alma gêmea.
O que é que deixas para essas mulheres.
Que se calhar passaram por uma perda.
Ou estão sozinhas nesta fase.
E querem atrair esse amor.
Querem atrair a alma daquela pessoa.
Incrível que todas as mulheres.
Merecem ter assim a sua alma gêmea.
Maravilhosa.
O que é que deixas aqui para estas mulheres?
Olha.
Eu tenho algumas mulheres a trabalhar comigo.
Que estão nessa fase.
E aquilo que eu lhes digo sempre é.
Nós vamos trabalhar relacionamentos mais à frente.
Agora eu quero focar-me em ti.
Portanto o amor próprio.
A autoestima.
O autoconhecimento.
Ou seja.
Há uma comparação.
Uma analogia que eu costumo usar.
Que é.
Quando nós vamos ao supermercado.
O ideal é nós levarmos uma lista.
Daquilo que nós precisamos do supermercado.
Para nós já sabermos.
Olha isto que eu preciso.
Portanto é estes corredores que eu vou ter que ir.
E é extremamente importante também.
Quando saímos de casa.
Sairmos saciadas.
Portanto não sairmos com fome.
Porque senão vamos chegar ao supermercado.
E trazer as primeiras porcarias.
Que nos aparecerem à frente.
Então.
Este é o trabalho que eu tento fazer com as mulheres.
Que vêm até mim.
E que querem começar uma nova relação.
E que muitas delas vêm.
De padrões.
De relações.
Sendo como pessoas diferentes.
Vão sempre depois seguindo os mesmos caminhos.
E elas vão sentindo-se cada vez mais frustradas.
E será que o problema é meu?
Então é.
Ok.
Vamos começar por comer em casa.
Portanto.
O que é que é o teu desafio?
Saberes quem tu és.
O que é que tu procuras numa relação?
Quais é que são as tuas necessidades?
Quais é que são os teus limites?
Quem é que é o teu parceiro ideal?
Portanto fazer esse trabalho de casa.
Primeiro num lugar muito interno.
De perceberem quem são.
Os valores.
As crenças.
E depois.
Ok.
Mais essa parte dos relacionamentos.
O que é que realmente procuram numa relação.
Não sabemos o que é que nós queremos.
E que se calhar com 20 anos.
Ok.
Nós ainda estamos muito na descoberta.
Mas com 30 anos nós já sabemos.
Mais ou menos.
Pelo menos aquilo que queremos.
Então termos essa coragem.
De nos sentarmos.
E fazermos uma lista.
Estas são as minhas necessidades.
Estes são os meus limites.
Estas são as características que eu procuro num parceiro.
E claro que nunca vai haver a pessoa perfeita.
Nós também não somos a pessoa perfeita.
Mas fazer essa investigação.
Será que as pessoas com quem eu tenho estado até agora são este tipo de pessoa?
Se conhecerem uma pessoa nova.
Deixa-me perceber se esta pessoa encaixa neste perfil.
Normalmente aquilo que eu aponto é pelo menos 70%.
Já é bom.
Portanto ter uma pessoa que tem ali 70% daquelas características.
Já é um bom pronúncio para depois para a relação.
Mas terem realmente essas bases.
As suas próprias bases.
De terem na sua própria vida.
Essa consciência de que não é só a relação.
Ou não é só uma relação que vai trazer-lhes alegria e felicidade.
E por isso é que a questão do autoconhecimento e autocuidado é tão importante.
Do propósito também.
A missão é algo que eu também trabalho com elas.
Para que realmente elas consigam perceber que.
A nossa vida é como se fosse um sistema solar.
Há uns tempos eu fiz um post em que coloquei as coisas nestes moles.
Que é.
A nossa vida é um sistema solar.
As relações são um dos planetas.
Mas nós temos tantos outros.
E então percebermos que.
A nossa vida.
Deve ser uma vida com a qual nós nos sentimos bem.
Uma vida prazerosa.
Onde nós temos o trabalho.
Os amigos.
O autocuidado.
Os interesses.
A nossa saúde.
Portanto cuidarmos de todas essas coisas.
E com essa consciência do que é que nós queremos numa relação.
Para que depois lá está.
Quando nós vamos ao supermercado.
Irmos bem satisfeitas.
Bem saciadas.
E sabermos ser seletivas no tipo de coisas que queremos trazer.
E sabemos o que é que queremos trazer.
Porque isso também nos permite ir aos corredores certos.
Sim.
E até pode vir a senhora da promoção.
Sim,
Mas eu não quero chocolate.
Eu quero morangos.
E nós temos essa capacidade.
Porque às vezes.
Vimos de padrões de tanta escassez.
E carência.
E a nossa vida está tão desnutrida.
E nós estamos tão desnutridas.
Que a primeira pessoa que aparece.
Nós achamos que é o mundo.
E então acabamos por criar aquela ilusão.
De que a pessoa é tudo.
E que vai salvar-nos.
E não vai nada.
E não vai poder salvar ninguém.
E as relações vêm.
Da minha perspectiva.
Para trazer ainda mais amor.
Ainda mais felicidade.
E não todo o amor e toda a felicidade.
Então.
Um encadeamento.
Que eu acho que faz sentido.
É primeiro esse trabalho.
De nos conhecermos.
De cuidarmos de nós.
De termos essa capacidade.
De pedir ao universo.
Que eu quero.
Que é isto que eu quero atrair para a minha vida.
Confiar que nós merecemos.
Atrair esse amor.
E isso vem muito desse lugar de amor próprio.
De autoconhecimento.
De nós próprias sermos a nossa pessoa ideal.
Às vezes temos a lista do parceiro.
Mas depois não somos essas características.
Então nós sermos a nossa parceira ideal.
Para nós também.
E depois vivermos a nossa vida.
Entregarmos ao universo.
Que é o meu trabalho está feito.
E o meu trabalho se desenvolve.
Aquilo que for para mim.
E neste processo.
Temos que estar preparadas.
Para o universo por vezes nos enviar.
Umas rasteiras.
Aqueles desafios.
Vamos lá ver se aprendeste a lição.
A mim aconteceu-me isto ano passado.
Quando eu saí daquela relação tóxica.
A primeira pessoa que eu conheci a seguir.
Em muita coisa.
Era uma réplica do meu anterior namorado.
E eu senti mesmo.
O universo a pôr-me à prova.
Vamos lá ver se tu aprendeste a lição.
Então neste caminho.
Nós não podemos também acreditar.
Que há ok.
Então agora eu tenho o trabalho todo feito.
Vai ser tudo perfeito.
Nós vamos ter que saber dizer não.
Para depois podermos dizer sim.
Quando vier a pessoa certa.
Ou as pessoas certas.
Porque nós não temos só uma.
Temos várias.
Até porque nós também vamos mudando.
A sequência.
Faz sentido.
Pelo menos.
Sem dúvida.
A base de tudo é o amor próprio.
Esse trabalho interior.
Nós estarmos muito conectadas.
Para perceber o que é que nós queremos.
Quem é que eu sou.
O que é que eu quero.
E depois confiar no universo.
Confiar no tempo divino.
Vivermos a nossa vida.
Não estar à espera de ter a pessoa.
Ou fazer aquela viagem dos nossos sonhos.
Ou ir àquele restaurante.
E nós podemos ser o nosso amor.
E somos.
Exatamente.
Fazer a viagem,
Ir ao restaurante.
E quando nós estamos a viver a nossa vida.
A fazer as coisas que nós amamos.
Essa pessoa vai aparecer.
Porque vai estar também a fazer as coisas.
Que nós amamos fazer.
Se calhar vamos fazer a viagem sozinhas.
E encontramos a pessoa.
Confiar totalmente no universo.
É isso mesmo.
E Carolina.
Para quem já está numa relação.
Mas tenta que quer levar a sua relação.
Para o próximo nível.
Eu adorei um post que tu escreveste.
Sobre 12 passinhos para a conexão.
Lembro-me que até enviei para o Danny.
E achei super giro.
Porque para nós.
Estamos a viver uma altura desafiante.
Enquanto casal.
Que é um pós-parto.
E tem muitas mulheres também nessa fase.
Que passam por essa fase.
Pós-parto ou não.
Se calhar é trabalho.
Algumas coisas que nos façam desviar da relação.
Em que a relação deixa de ser uma prioridade.
E para nós.
Num pós-parto.
Estar ali completamente.
Envolvidos na nossa bebê.
A nossa bebê é a nossa prioridade.
Passamos por um grande desafio.
Em que o Danny vai para o hospital.
Durante dois meses.
E ele também tem que estar muito focado nele.
Na relação.
E temos que voltar.
Eu sinto que muitos casais passam por isso.
Para quem está nessa fase.
E quer conectar mais.
Voltar à intimidade.
Enquanto casal.
O que é que podemos fazer?
Olha.
Tu estavas a falar.
E eu acho que há várias coisas.
Que podem e devem.
Ser incluídas na vida do casal.
Mas se eu tivesse que escolher uma.
E esta Inês.
É uma aprendizagem tão grande para mim.
Que tu não tens noção.
E uma aprendizagem até relativamente recente.
Eu acho que há uma palavrinha.
Que é tão.
Simples.
Mas que eu acho que muda tanto numa relação.
Que é.
Curiosidade.
Isto.
Sobretudo numa relação.
O tempo.
E mesmo que não tenha.
Uma relação que está a começar.
Nós projetamos muito no outro.
Os nossos medos.
As nossas crenças.
As nossas lacunas.
Aquilo que nós precisamos.
E por vezes.
Criamos pouco espaço.
Para conhecer o outro.
E para ir conhecendo o outro.
Porque nós vamos mudando.
Ao longo da vida.
E há grandes transformações.
Tu enquanto mãe.
Enquanto profissional.
Ele enquanto homem profissional.
Pai.
E também muita coisa a acontecer.
E vocês certamente não são a mesma Inês.
E a mesma Dani.
Que começaram a namorar há anos atrás.
Então haver essa curiosidade.
Em relação ao outro.
Quem é que tu és hoje?
O que é que hoje é importante para ti?
Como é que tu te sentes?
Obrigar o outro a ser ajudado.
Da maneira que nós achamos que ele deve ser ajudado.
E às vezes existe um bocadinho essa quase arrogância.
De nós acharmos que sabemos.
O que é melhor para o outro.
Melhor do que o outro.
Não é?
E que pode não ser.
E então haver esta.
Esta vontade de conhecer o outro.
De nos darmos a conhecer ao outro.
Também.
Porque às vezes vem medo.
De mostrarmos quem somos.
O que é que precisamos.
E então haver isto.
De vamos nos sentar.
E vamos nos conhecer um bocadinho.
Todos os dias.
E isto obviamente passa pela comunicação.
Passa pelo toque.
Passa pelo sexo.
Passa por fazerem coisas diferentes juntos.
Passa por terem propósitos em comum.
Que eu acho que é muito importante.
No vosso caso é a vossa filhota.
Mas também tem a parte profissional.
Que se toquem muitas questões.
E tenho a certeza que tem muitas outras coisas que vos unem.
Haver este lugar de.
Nunca nos darmos como garantidos.
Aquela pessoa está lá para nós.
E nós estamos lá para aquela pessoa.
Mas temos que ir estando todos os dias.
De uma maneira ou de outra.
E claro que vai haver dias.
Em que se calhar a única coisa que dá para fazer.
É dar um beijinho no final do dia.
E de já boa noite no final do dia.
Vai haver dias em que se calhar.
Não vai estar junto.
Porque estão em países diferentes.
Mas haver aquele momento de.
Eu estou aqui para ti.
Diz-me como te sentes.
Diz-me como foi o teu dia.
O que é que precisas.
Eu acho que essa é a chave.
Para as relações.
Que depois realmente vão evoluindo com o tempo.
Porque nós vamos mudando.
Então temos que ir conhecendo.
E dando-nos a conhecer.
Porque se estão juntas.
10 anos ou 20 anos depois de terem começado a namorar.
Ou um ano.
Depois de terem começado a namorar.
Ainda queiram continuar a namorar.
Não porque ainda são aquelas pessoas.
Mas porque são outras.
E continua a fazer sentido estarem juntas.
E às vezes até podem chegar à conclusão.
Que já não faz sentido estarem juntas.
E às vezes também amar a outra pessoa.
É saber quando é que chegou o momento.
De ok agora já não faz sentido.
Então vamos voar para caminhos diferentes.
E essa é uma prova de amor gigante também.
Então se eu puder deixar assim uma palavrinha.
Eu acho que seria esta.
Curiosidade.
E leva tanta coisa para a minha vida mesmo.
Estava aqui mesmo emocionada a ouvir-te.
Por estar a viver realmente isto.
Na minha vida.
E poder levar esta tua sabedoria.
Para a nossa relação.
E podermos continuar a crescer.
E tenho certeza que tantas mulheres que nos ouviram.
Sempre sentem o mesmo.
Poderem levar isto para a vida delas.
E só te posso agradecer minha querida.
Por realmente tudo o que partilhaste.
Foi tão bonito a ouvir-te.
Conhecer-te melhor.
Também porque esta é a primeira vez que estamos assim a conversar.
Já nos acompanhamos.
Estamos realmente a conversar uma com a outra.
E poder conhecer-te.
Conhecer a tua história tão bonita.
E esse trabalho incrível que estás a fazer.
E só posso agradecer-te.
Por teres trazido um bocadinho desta magia toda.
Aqui ao podcast.
Muito obrigada minha querida.
Obrigada eu.
Adorei,
Adorei,
Adorei.
Também amei.
Vejo todo o sucesso do mundo para o teu livro.
Obrigada.
Muito importante para quem esteve aqui a ouvir.
E a boa conhecer a Carolina.
Vão conhecer o livro.
Vão ler,
Vão acompanhá-la.
E mergulhem neste mundo de amor próprio.
Relacionamentos que é tão importante.
Obrigada minha querida.
Obrigada.
E um grande beijinho.
A todas as pessoas que nos tiveram aqui a ouvir.
E até ao próximo episódio.
4.7 (9)
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Fabíola
July 15, 2021
Que conversa maravilhosa, revi-me em tanto. Amei, obrigada 🙏
