Com os olhos fechados,
Começa por imaginar o sítio onde te encontras neste momento.
Visualiza as suas paredes,
As portas,
As janelas,
O mobiliário,
Os objetos.
Visualiza todos os pormenores e depois observa o teu corpo.
Esteja ele deitado ou sentado.
Observa os teus pés.
Sinta o ponto de contacto dos teus pés com o chão.
Sinta a sua temperatura,
Se estão quentes ou frios.
Observa agora as tuas pernas.
Tenta perceber exatamente o mesmo,
Assim como a tensão dos teus músculos.
Estão contraídos ou estão relaxados?
Conscientemente tenta relaxá-los.
Faz isso agora também para os teus joelhos,
Para as tuas coxas.
Que sensações é que vais sentindo ao longo do teu corpo?
Passa agora para a tua região pélvica e abdominal.
Imagina como estarão os teus órgãos.
Tenta sentir o mínimo movimento,
O mínimo arrepio,
O mínimo formigueiro.
Sente tudo.
E agora quando passas para a observação do teu tórax,
Sem alterares nada,
Observa como é que está a tua respiração.
Observa os teus movimentos inspiratórios e inspiratórios.
A sua duração.
Repara para onde se desloca o ar que inspiras.
E não alteres nada.
Tire este momento para reconhecer a maneira como tu respiras.
Uma das partes mais importantes de ti.
Sente agora os teus ombros.
Relaxa-os se eles não estiverem relaxados.
Os teus braços.
As tuas mãos.
Repara na posição em que as metestes.
Repara se sentes algum formigueiro ou alguma sensação mais específica na palma das tuas mãos.
E agora observa o teu pescoço.
A tua cabeça.
Como é que estão os teus músculos da face.
As tuas maçãs do rosto.
As rugas na tua testa.
A língua dentro da tua boca.
E parece que sentes o cabelo sobre o teu corpo.
Estás totalmente consciente do teu corpo.
Da maneira como ele está posicionado.
Das sensações que sentes.
Da maneira como respiras.
E agora inspira e a inspira profundamente pelo nariz.
E enquanto o fazes.
Acende-se uma luzinha azul,
Noite,
Muito brilhante.
No topo do teu nariz entre as sobrancelhas.
Repara como essa cor é tão intensa e tão vibrante.
E começa a rodear todo o teu corpo.
Ela transporta-te para uma sala.
Toda ela também muito azul.
Nesta sala vais refletir acerca da tua vulnerabilidade.
Quando é que demonstras a tua vulnerabilidade?
E a quem?
Costumas dizer aquilo que sentes.
Aquilo que precisas.
De ti e dos outros.
Do que é que precisas?
Do que é que sentes?
Aproveita que estás nessa sala para refletir sobre isso.
E não te julgues.
Permite-te sentir tudo o que tens a sentir.
Sem dar um nome a essa emoção ou sensação.
Apenas vive e observa.
Contempla.
Não há certo nem errado.
Só quando nos abrimos e mostramos a nossa vulnerabilidade.
É que deixamos espaço para o amor entrar.
Não é preciso ter medo de estarmos vulneráveis.
De dizer o que sentimos.
De pedir ajuda.
De dizer aquilo que necessitamos.
Depois de teres tomado consciência sobre tudo isso.
Sai dessa sala.
Repara que estás dentro de uma casa perfeita.
A casa é completamente acolhedora para ti.
Tem tudo aquilo que precisas.
Preenche todos os teus requisitos de beleza.
De conforto.
De segurança.
Repara como é que é essa casa.
Reparem todos os pormenores.
Se tem um jardim ou não tem.
E sinta o amor e a compreensão que emanam das paredes dessa casa.
Essa casa.
A natureza à volta dela.
É o teu porto seguro.
É o espaço para onde te podes dirigir quando te sentes mais frágil.
Mais ansioso.
Mais desconfortável.
O espaço para onde te podes dirigir quando te necessitas de alguma tranquilidade.
De amor.
Esse espaço está sempre aí.
Na tua consciência.
Pronto para te dar todas as respostas.
E tudo aquilo que necessitas.
E só tu podes aceder a ele.
Aproveita este momento para desfrutares ao máximo desse espaço.
Para receberes dele todo o amor,
Toda a compreensão.
Todo o perdão.
Esse é um espaço que te permite ser aquilo que tu quiseres.
É um espaço onde não te sentes julgado pelo que quer que seja.
Podes sentir o que quiseres.
Podes fazer o que quiseres.
É só teu.
Sem julgamentos.
Sem pressão.
Estás totalmente seguro.
Depois deste momento neste teu espaço seguro.
Voltas a focar-te no ponto de luz azul entre as tuas sobrancelhas.
Começas a voltar aqui ou agora.
A imaginar as paredes e o sítio onde te encontras.
Começas a tomar outra vez consciência do teu corpo físico.
E gentilmente começas a movê-lo.
Mete as mãos junto ao teu peito em posição de reza.
Engesta a humildade.
E agradece a ti mesmo por teres tirado estes momentos para ti.
Para viajares até o teu porto seguro.
Para perceberes as tuas necessidades.
Para estares vulnerável e permitires a entrada de amor.
Repete.
Eu amo-me.
Eu amo-me.
Eu amo-me.
Quando estiveres preparado podes abrir os olhos.