Inspira,
Expira,
Sempre pelo nariz,
Deitado de costas ou sentado,
Confortável.
Veja que a tua respiração undule para dentro de ti,
A tua barriga flutuando como as ondas do oceano,
Enchendo e repousando com cada respiração.
E de cada vez que inspiras,
Permite que a intensidade da existência te preencha,
Da cabeça aos pés,
Inteira e totalmente.
E de cada vez que a expiras,
Deixa ir e absorve,
Deixa assentar,
Ficar.
Mergulha no teu centro,
Teu centro de gravidade,
Centro do teu corpo,
Encontrando o vasto oceano dentro de ti,
Assim como o respiras com todos os teus sentidos à tua volta.
E o oceano com as suas ondas intermináveis,
Ora intenso e apaixonado,
Ora quieto e sereno,
Vai te preenchendo de fora para dentro e de dentro para fora,
Com cada respiração.
Fica e recebe a magnitude de cada momento da tua existência,
Nesta tua respiração.
Ficando na vastidão do teu oceano interno,
Confiando,
Deixando-te flutuar,
Sabendo que ele te traz seguramente tudo a cada momento.
Sente o conforto dessa abundância permanente que banha as margens de ti,
Que te banha em cada respiração.
E fica,
Recebe-te e deixa-te ir,
Aceitando o que fica e o que vai.
Com a graciosidade das ondas que te ensinam e te mostram a impermanência de todas as coisas.
E ainda assim,
A permanência do teu ser,
Reflete-se em cada respiração,
Quieta,
Plácida e serena,
Permanentemente aqui,
Presente em ti.
Esse oceano infinito que tu realmente és.
Aceita-te e funde-te com a algodão no oceano inteiro,
Respirando-te completamente.
E assim é.