
A Árvore dos Problemas
by Jorge Dias
Um ensinamento a partir de um conto simples, metafórico, mas que é um exercício prático que podemos fazer todos os dias. É fácil de concretizar, cria uma âncora positiva e alivia-nos de pesos que carregamos sem necessidade. Uma boa prática para o stress e a ansiedade
Transcrição
Olá,
Seja bem-vindo e bem-vinda a este momento especial,
Momento em que te trago um ensinamento a partir de uma metáfora,
Um conto que se chama A Árvore dos Problemas.
Muito bem.
Então,
Esta é a história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua casa,
Na sua quinta.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil,
Porque lhe aconteceram uma série de situações.
O pneu do seu carro furou,
A serra elétrica avariou-se,
Ele acabou por cortar um dedo e,
Ao final do dia,
O seu carro também não funcionava.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma boleia,
Ofereceu-se para o levar a casa.
E durante o caminho o carpinteiro não falou absolutamente nada,
Não conversou,
Foi em silêncio.
Quando chegaram à sua casa,
O carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam a caminhar para a porta da frente,
O carpinteiro parou junto de uma pequena árvore e,
Gentilmente,
Tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa,
O carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde,
O carpinteiro acompanhou a sua visita até ao carro.
Assim que eles passaram pela árvore,
O homem perguntou Por que é que você tocou a planta antes de entrar em casa?
Ele ia ao pé daquela árvore e tocou nos ramos.
Por que é que o fez?
E o carpinteiro respondeu Ah,
Esta é a minha árvore dos problemas.
Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho.
Mas estes problemas não devem chegar até aos meus filhos e à minha esposa.
Então,
Todas as noites,
Eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego a casa e recolho-os no dia seguinte.
E você quer saber uma coisa?
É que todas as manhãs,
Quando eu volto para vir recolher os meus problemas eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
E assim termina esta história,
Este conto ou esta metáfora para nos mostrar o que é que são problemas.
Problemas são relativizáveis.
O que este homem fazia era relativizar os problemas,
Era deixá-los cair,
Não os expandir,
Não os amplificar,
Não permitir que eles passassem para outras pessoas,
Ainda para mais,
Para a sua família.
Não permitir que os problemas envenenassem a sua mente,
O seu dia,
A sua noite e a sua família.
E então ele criou este ritual que no fundo nós podemos também replicar.
Em casa com uma planta,
Com uma flor,
Algo que nos dê esta representação de depositar os problemas quando chegamos e de os recolher na manhã seguinte,
Com muito menos dimensão.
A verdade é que quando nós estamos a viver uma questão ela parece muito maior do que realmente é.
E quando passa algum tempo,
Se nós nos distraímos,
Se nós nos desligamos daquilo que chamamos problema,
Quando voltamos a ele,
Já não é a mesma coisa.
Parece que perdeu a importância.
Parece que perdeu dimensão no espaço da nossa vida.
E então esta era uma boa maneira para o homem de autodomínio,
De criar um espaço em si,
De criar uma reflexão e de relativizar tudo o que ele chamava de problemas,
Tudo o que tinha acontecido.
E então fica aqui este ensinamento para poderes refletir e até para,
De alguma forma,
Poderes fazer o mesmo que o homem fazia com algo que te dê a sensação de que podes depositar os problemas num lugar bem guardado e depois podes recolhê-los mais tarde e verás o que acontece.
Fica bem?
Até breve.
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