Olá,
Aqui é a Ana,
E esta gravação é uma prática para a insónia.
Podes ouvir esta meditação quando acordas,
A meio da noite,
Ou simplesmente quando sentes dificuldade em adormecer.
Esta prática inclui técnicas modificadas de Yoga Nidra para ajudar a induzir um estado profundo de relaxamento que te conduzirá ao sonho.
Aqui o convite é para te render já o processo de sonho profundo e inconsciente.
A sabedoria que partilho contigo vem da tradição antiga do Yoga Nidra,
Uma prática com origem no sudeste asiático e na Índia.
Queria aproveitar este momento para expressar a minha gratidão a todos os seres e guardiões desta sabedoria que transmitiram estes ensinamentos ao longo de séculos,
Ao longo de milhares de anos.
E dentro desta tradição existem histórias da deusa do Yoga Nidra,
E o meu convite para ti esta noite é que te rendas à sua graça,
Que confies na sua sabedoria e na sabedoria do teu próprio corpo,
Que já sabe o caminho,
Porque o descanso é absolutamente vital para floresceres.
Durante esta prática convido-te a acolher qualquer estado que surja,
Consciência,
Com descanso profundo ou sono profundo e inconsciente,
De ondas cerebrais lentas,
Permite e confia que o processo de descanso se desenrole da forma que for mais natural para ti esta noite,
E convido-te a começar por relaxar o corpo,
Tanto quanto for possível,
Idealmente até às camadas mais profundas,
Certifica-te de que estás completamente apoiada e confortável.
Coloquei a qualquer luz artificial no ambiente,
Verifica a temperatura,
Não deves ter calor,
Pois quando o ar está suficientemente fresco,
Ele ajuda a induzir o sono,
E ainda assim garante que tens mantas e almofadas suficientes,
Podes colocar almofadas por baixo dos joelhos e levando ligeiramente as coxas para ajudar o teu sistema nervoso a acalmar,
Se quiseres usa uma máscara para os olhos,
Ajusta a cabeça,
O peito,
Os ombros,
Os braços,
Que posição te permite total conforto e ausência de esforço,
Senta também a pélvis,
As ancas,
As pernas,
Estão completamente apoiadas,
E faz pequenos ajustes para ficares ainda mais confortável,
E lança agora um convite ao teu maxilar,
Para se soltar,
Para suavizar,
Podes separar ligeiramente os dentes,
Inspira profundamente pelo nariz,
E deixa que o ar saia pela boca,
Relaxando ainda mais o maxilar,
Solta a língua,
Ou se fizer sentido,
Encosta suavemente ao céu da boca,
E relaxa as pálpebras,
E os pequenos músculos atrás dos olhos,
E deixa a tua atenção repousar,
No fluxo de ar nas tuas narinas,
Com cada inspiração,
Sente que o ar te nutre,
E com cada inspiração,
Imagina o corpo afundar-se no colchão,
Sente o ar entrar na inspiração,
Tocando as narinas,
E na inspiração,
O corpo torna-se pesado,
E derrete em direção ao colchão,
E convido-te agora a encontrar um ritmo que te ajude a acalmar,
Para acalmar,
Podes inspirar contando até dois,
E expirar contando até dois,
E depois,
Gradualmente,
Deixas que a inspiração se torne mais longa,
Inspiras contando até dois,
Expiras contando até dois,
Depois expiras contando até dois,
E expiras contando até três,
Sem pausas entre inspirar e expirar,
Num ritmo contínuo,
Como se já estivesse a dormir,
E permite que a mente seja absorvida por este ritmo,
E lentamente,
Vai deixando a contagem,
E permite que a respiração volte,
Num ritmo natural,
E acolhe agora aqui,
O teu Sankalpa,
Uma intenção suave,
Para o subconsciente,
Se não tiveres o teu próprio Sankalpa,
Podes repetir mentalmente,
Para ti,
Por três vezes,
Estou a descansar,
No meu casulo de sono profundo,
Adormeço de forma fácil e natural,
E convido-te agora a trazer a tua atenção ao corpo,
Vai deixando que a atenção siga a minha voz,
E à medida que a atenção se move,
Imagina a energia do sono profundo,
Uma escuridão curativa,
Tranquila,
A tocar suavemente cada zona,
Como se desligasses a luz em cada ponto,
Traz a atenção à tua boca,
À tua língua,
Ao maxilar,
Aos lábios,
Às bochechas,
Às narinas,
Sento o fluxo do ar a passar,
Ao espaço entre as tuas sobrancelhas,
Ao olho direito,
Ao olho esquerdo,
Aos músculos atrás dos olhos,
À testa,
Couro cabeludo,
Topo da cabeça,
Aos ouvidos,
Ao espaço entre os ouvidos,
À garganta,
Ao peito,
Ao coração,
Ao braço direito,
Até às pontas dos dedos,
Sentindo o espaço dentro e à volta dos dedos,
Regressa ao coração,
Ao braço esquerdo,
E às pontas dos dedos,
Da mesma forma,
Sentindo o limite entre o corpo e o espaço à volta dos dedos,
Leva a atenção ao diafragma,
Ao umbigo,
À parte inferior do abdómen,
À perna direita,
Até aos dedos do pé,
À perna esquerda,
Até aos dedos do pé,
Às costas,
Começando no sacro,
Indo até às escápulas,
Sento a parte de trás da cabeça,
Sento o topo da cabeça,
E depois todo o corpo,
Corpo inteiro,
Corpo inteiro,
Pesado,
E permite que a respiração se desenvolva de forma contínua,
E podes imaginar que ao inspirar,
A energia sobe pela coluna,
Até o topo da tua cabeça,
E que ao expirar,
Ela desce pela frente do corpo,
Até à base da coluna,
Um movimento circular,
Ou como um rio,
Ao inspirar ela sobe,
Ao expirar ela desce,
Sem esforço,
Sem pausas,
Um movimento contínuo,
E traz agora a tua atenção ao espaço em frente dos teus olhos,
E deixa-te agora acolher estas imagens,
Imagina uma coruja sábia à luz da lua,
Uma rã a repousar num tronco,
O sol a pôr-se no horizonte,
Um lago calmo que reflete as estrelas,
A Via Láctea a estender-se pelo céu,
Não te agarres às imagens,
Deixa que elas fluam como leves sonhos,
Quanto menos interesse dermos aos pensamentos,
Mais próximas ficamos do sono,
E o corpo vai tornando-se cada vez mais pesado,
A mente torna-se sonolenta,
Os pensamentos fluem sem esforço,
A respiração é contínua,
Como se já estivesses a dormir,
E vais permitindo que o corpo ande à deriva,
Permites que ele se afunde,
Que flutue,
E permites que ele vá adormecendo naturalmente.