07:43
07:43

A Ilusão dos Sentidos

by Jorge Dias

rating.1a6a70b7
Avaliação
4.8
Group
Atividade
Meditação
Indicado para
Todos
Plays
88

Desde sempre que o grande desafio de todos nós é conseguirmos passar da ilusão dos sentidos. A informação que os 5 sentidos nos disponibiliza não é suficiente, não é tão enriquecedora. É preciso ir mais além

Transcrição

Muito bem.

Seja bem-vindo e bem-vinda a mais uma reflexão de valor a partir de um conto,

Um conto oriental,

Baseado no livro de Ramiro Calle,

Os Melhores Contos Espirituais do Oriente.

Este conto traz-nos alguma clareza,

Alguma reflexão sobre os nossos sentidos e chama-se mesmo a ilusão dos sentidos.

Então vamos lá.

Um sábio deu uma palestra aos estudantes que lhe a solicitaram e sinteticamente disse Os sentidos são frequentemente enganosos.

É preciso exercitar-nos para ver para além dos sentidos.

Por vezes os sentidos proporcionam-nos uma informação que parece real mas que não o é.

É preciso praticar,

Isso sim,

Para ver para além dos sentidos.

Ora,

Estava um estudante,

Um estudante soberbo que sempre se gabava de ser um racionalista pertinaz.

Reagiu despoticamente,

Asseverando Não sabes o que dizes e a ti chamam de sábio.

Não há nada para além dos sentidos e do que eles nos dizem.

Falas por falar e a todos enganas,

Mas a mim não me vais enganar.

A ver se és capaz de dar um exemplo que fundamenta a tua afirmação.

Um sorriso delicado e tranquilo espreitou nos lábios do sábio.

Encontra-se muitas vezes com pessoas deste tipo pessoas que apenas confiam nos seus sentidos e que,

Todavia,

Não são capazes de ver para além do seu próprio nariz.

Num tom de voz carinhoso e sereno disse Vou contar-te uma história.

Há uns meses,

Quando viajava de comboio pelo norte da Índia encontrei-me com um camponês tibetano que viajava no meu compartimento.

Como no Tibete não há comboios era a primeira vez que o homem viajava de comboio.

Percorríamos uma zona montanhosa.

Em muito pouco tempo passámos por sete túneis.

E atónito o camponês disse Para que servem estas invenções modernas?

Acontece que eu,

Com o meu burro percorro uma distância muito maior num só dia e já estamos nesta maquineta há sete dias e sete noites e ainda não chegamos ao nosso destino.

E assim termina este conto,

Esta metáfora que tem aqui adicionalmente um comentário feito pelo autor Ramiro Calle que diz assim A perceção ordinária submetida à ilusão reporta muitas vezes para a informação distorcida ou falsificada.

Na sabedoria antiga sempre se fez referência a outro tipo de perceção de ordem superior que é preciso conquistar com a prática que é a única capaz de captar a essência do que é e reportar a um conhecimento certeiro e sábio.

É este o comentário.

Na realidade não é só na sabedoria antiga.

Isto vem da sabedoria antiga mas agora no desenvolvimento pessoal.

Portanto o que se pretende é que realmente nós ultrapassemos aquilo que é a informação dos sentidos.

Portanto no fundo esta história está bem atual porque é isso que procuramos no dia-a-dia quando procuramos crescer,

Quando procuramos desenvolver-nos quando procuramos novas perceções,

Novas maneiras de sentir,

De pensar temos que ir para além dos sentidos porque para além dos sentidos é,

Por exemplo,

Apreciar capacidade de apreciar,

Capacidade de estar capacidade de contemplar capacidade de aceitar,

Aceitar o que está a acontecer sem juízos de valor,

Sem julgamentos,

Sem aquelas definições adjetivações que fazemos sobre a realidade e sobre os outros capacidade de desfrutar mas isso só é possível estando alerta e fazer para olhar,

Para ver,

Para apreciar,

Para sentir aqui no comentário diz algo interessante que é preciso conquistar com a prática esta perceção de ordem superior e na verdade é prática mesmo,

Nada pode ser feito sem ti não há botões,

Não há só um conselho e tudo muda não há ir a uma formação,

Ou ver um vídeo no Youtube ou ler um livro e a coisa acontece logo de um momento para o outro tem que passar por ti,

Pelo teu interesse,

Pela tua atenção pela tua reflexão a coisas que não costumas refletir começar a ver coisas que não costumavas ver porque agora estás mais atento e olhas para elas então acontece é que há muitas pessoas que não estão disponíveis para isso se formos atrás dos sentidos se só confiarmos nos sentidos ficamos escravos dos estímulos dos estímulos que vêm do exterior da nossa chamada estrutura de referência que é a realidade externa estímulos dos outros e isso provoca ansiedade,

Provoca depressão porque estamos demasiadamente dependentes dos sentidos e não vemos para além deles e para além deles,

Como eu te disse há pouco enumerei aqui uma série de qualidades no fundo é olhar para dentro para dentro,

O que é que se passa dentro de ti o que é que se passa com o teu corpo que sensações sentes algum apelo,

Sentes alguma aversão sentes alguma indiferença o que é que está para lá do que os sentidos te mostram isto é um exercício prático que no início dá algum trabalho no início é um pouco difícil fazermos algo diferente do que estamos habituados a fazer naquilo que eu chamo que é a vida de costumes porque estamos acostumados a uma série de coisas pois para mudar para mudar hábitos,

Para mudar perceções é preciso um momento inicial que requer um pouco de paciência muito bem então fica bem e até breve

4.8 (19)

Avaliações Recentes

Cleci

August 21, 2025

Gratidão 🙏🏻

Bernadete

July 12, 2024

🙏

Ana

October 4, 2023

O que mais retive foi "esta vida de costumes" e de facto habituamos-nos a ela e quando a vida muda ( e porque tem de mudar e faz parte) custa a aceitar. Sou fã dos contos. Obrigada Jorge 💫☺️

Carla

October 3, 2023

Muito bom!! Falamos sobre isso nas suas Lives!!! Grata, sempre Jorge! Ótimo dia p vc.

Meditações Relacionadas

Loading...
© 2026 Jorge Dias. All rights reserved. All copyright in this work remains with the original creator. No part of this material may be reproduced, distributed, or transmitted in any form or by any means, without the prior written permission of the copyright owner.

How can we help?

Sleep better
Reduce stress or anxiety
Meditation
Spirituality
Something else